O BRASIL TEM UM NOVO HERÓI. Salvou 5 crianças e se sacrificou… Ouça o áudio revela o terror: “Me tira daqui”, diz Ricardo ao pedir ajuda durante incêndio em prédio

Morador desapareceu em meio ao desabamento e às chamas que levaram o edifício Wilton Paes de Almeida ao chão, na última terça-feira (1°)

Momentos antes de desaparecer em meio ao desabamento e às chamas do edifício Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, no centro de São Paulo, na última terça-feira (1°), o morador Ricardo Oliveira Galvão Pinheiro, de 39 anos, pediu ajuda para a PM (Polícia Militar).

Saiba quem é Ricardo, o morador que caiu de prédio em chamas

De acordo com a gravação do telefonema, fornecido pela PM, Ricardo Pinheiro disse que estava na cobertura do prédio e, no momento, o fogo já consumia o edifício.

“Eu tô no prédio. Eu tô no último andar.

O fogo já tá aqui em cima”, afirmou.

O morador informou, ainda, que estava sozinho no local:

“Teve gente que não conseguiu subir por causa da fumaça. É muito tóxica”.

Pinheiro finaliza a ligação para a PM solicitando ajuda:

“Por favor, manda o helicóptero. Me tira daqui!”

Ouça o aúdio abaixo:

PRECISA DE MUITA CORAGEM, MESMO! Em entrevista à recém-lançada revista Crusoé Sérgio Moro fala sobre os riscos e os ataques que sofre na internet

Em entrevista à recém-lançada revista Crusoé, o juiz Sérgio Moro fala sobre os ataques que sofre na internet e de parte da imprensa:

“Tentam retirar minha legitimidade e a minha credibilidade.

Eu acho muito deplorável isso.

Não vejo condições de vir publicamente, a cada momento, refutar as fake news que aparecem em sites ou, às vezes, até por supostos jornalistas. Eu acho que não vale a pena.

Não se deve dar atenção a quem não merece. Tem um velho ditado que diz que não se deve atirar uma pedra em todo cão que ladra.”

Moro ironiza as acusações, feitas por petistas, de que ele teria ligações com a CIA: “Isso é fake news.

É algo tão sem sentido… Há gente que se comporta como se estivéssemos na Guerra Fria, na década de 1960, 1970, 1980.”

O juiz também lamenta as acusações de seletividade: “Eu acho injustas as críticas de que o meu trabalho seria seletivo.

Isso eu acho injusto. Aí há quem queira manipular a opinião pública e, no fundo, se defender.

Não raramente, quem afirma isso não é porque quer ver punida a pessoa que ainda não sofreu os rigores da lei, mas sim porque quer usar isso como álibi para sair livre.

Às vezes colocam responsabilidade aqui sobre a 13ª Vara de casos que nem se encontram em nossas mãos (…)

Não temos aqui em Curitiba uma jurisdição universal.”

Operador do PCC é investigado por usar bufê de festas infantil para disfarçar uma rede de tráfico de drogas

SÃO PAULO – Numa sala colorida, decorada com um relógio em formato de galinha e um tapete feito com peças de quebra-cabeça, dois palhaços alto-astral se apresentam para o público. Teleco, de cabelo azul, é irmão mais velho de Teco, com madeixas laranja. De frente para a câmera, reproduzem um discurso ecológico adequado à criançada. Concorrentes dos célebres Patati Patatá, a dupla criada em 2003 pela empresa Planeta Alegria entrou no ano passado para o elenco da Universal Music, uma das principais gravadoras do mercado.

Teleco e Teco são um fenômeno no universo infantil, mas quem está por trás deles é um universo arriscado até para adultos. O dono da Planeta Alegria, Vilmar Santana de Sousa, está preso, acusado de chefiar um braço do Primeiro Comando da Capital, o PCC, a maior facção criminosa do país, responsável por enviar uma quantia notável de drogas para a Europa. Sousa foi capturado na tarde de 28 de abril, em Caraguatatuba, no litoral paulista. Estava parado em frente a uma lanchonete quando policiais militares suspeitaram do seu comportamento e o abordaram. Na delegacia, ao levantarem sua ficha, descobriram se tratar de um foragido da Justiça desde o ano passado.

— Acreditamos que o Valmir usa a Planeta Alegria e outras empresas para lavar o dinheiro do tráfico de drogas — afirma Fabrizio Galli, da delegacia de repressão a entorpecentes da Polícia Federal em São Paulo.

Sousa é um veterano do crime. Foi preso pela primeira vez em 1996 e teve diversas passagens por roubo a banco, tráfico de drogas e extorsão. Fora da prisão, ao abrir empresas agora investigadas por lavar dinheiro, Sousa se revelou um empreendedor do tráfico, de sucesso. É sócio da mulher, Cristina Maria de Oliveira, na Planeta Alegria.

— Hoje a empresa é rentável, mas eles não teriam capital para subir uma empresa dessa de maneira lícita — diz um investigador. — O pontapé inicial foi com dinheiro do tráfico.

Como o marido, Cristina tem antecedentes de roubo a banco e tráfico de drogas. O bufê infantil da Planeta Alegria fica no Jardim Avelino, bairro nobre da região Sudeste de São Paulo, exatamente ao lado de um batalhão da PM. Exibe em sua fachada notas musicais e estrelas coloridas, o rosto de um palhaço e o nome Shake Buum. Ali, uma apresentação da dupla Teleco e Teco custa R$ 1.500 a hora. Se for em outro local, as palhaçadas custam o dobro, R$ 3 mil.

SEM SUSPEITA CONTRA PALHAÇOS

O advogado de Sousa, Marcelo Martins Ferreira, diz que não se pronuncia sobre processos em andamento. Os atores Lucas Godoy e Rodrigo Maiellaro, que interpretam Teleco e Teco, afirmam que desconheciam as ações ilícitas do patrão. Nenhum deles tinha vínculo legal com a empresa, somente um contrato assinado, e nunca reconhecido em cartório, com um valor fixo.

Os palhaços Teleco e Teco, contratados pelo operador do PCC, não têm relação com os crimes investigados – Divulgação

O pagamento era feito tanto em dinheiro quanto por transferência bancária. Maiellaro saiu da empresa em março. Ele diz que não via o chefe há pelo menos seis meses. Já Godoy diz que tinha pouquíssimo contato com Sousa. Durante a investigação, não surgiu suspeita relacionada aos palhaços. Os delegados da PF acreditam que a dupla não sabia das atividades de Sousa.

Aos 50 anos, conhecido também pelos apelidos Méla e Baianão, Sousa fora descoberto na Operação Brabo, da PF, em setembro do ano passado. Era procurado pelos crimes de tráfico internacional e associação criminosa, que podem render-lhe penas entre 12 e 41 anos. Mais recentemente, a PF abriu um inquérito, ainda em andamento, ao qual O GLOBO teve acesso, para investigar outra modalidade de crime praticado por ele, a lavagem de dinheiro.

Deflagrada em setembro, a Operação Brabo foi uma das maiores iniciativas de combate ao tráfico internacional. Envolveu 820 policiais federais e contou com cooperação internacional do DEA, a agência americana de combate às drogas. Desbaratou um consórcio de traficantes que usava São Paulo como entreposto e o porto de Santos como principal rota de escoamento de grandes quantidades de drogas vindas de Bolívia, Colômbia e Paraguai para a Europa.

Pelo quilo da cocaína tipo exportação, com índice de pureza acima dos 90%, o consórcio criminoso pagava entre US$ 2,5 mil e US$ 3 mil nos países produtores e vendia o mesmo quilo por até € 30 mil em países europeus. Durante a operação, a PF fez 14 apreensões de cocaína nos portos de Santos, Salvador e Itajaí, além de alertar autoridades para que interceptassem carregamentos já remetidos a portos de Bélgica, Inglaterra e Itália. Pegou mais de seis toneladas de cocaína pura.

Segundo a PF, Sousa era ligado a Gegê do Mangue, principal líder do PCC fora da cadeia, assassinado em fevereiro.

— Eles tinham uma relação estreita — afirma o delegado Fabrizio Galli, da PF de São Paulo.

A PF diz que Sousa controlava as finanças do consórcio e conhecia a complexa logística das operações. Num dos diálogos interceptados pela PF, ele é mencionado como responsável pelo pagamento dos tripulantes cooptados para embarcar a mercadoria ilícita. Em outro, por viabilizar o envio da droga em contêineres do porto de Santos. Sintonia do PCC, posição de comando na hierarquia, fazia também as vezes de intermediador de conflitos.

— Quando havia problemas entre os integrantes, chamavam o Baianão — diz o delegado federal Rodrigo Levin, da delegacia de repressão a entorpecentes.

AÇÃO EM BINGO NA LIBERDADE

Os policiais chegaram até Sousa em meados de setembro de 2016, durante vigilância num bingo clandestino na Liberdade, o bairro japonês no Centro de São Paulo, usado pelo PCC para lavar dinheiro. Ao perceber que homens tentavam filmar o encontro do outro lado da rua, Sousa abordou os policiais e perguntou se “não dava para acertar alguma coisa, para não ter algum tipo de problema futuro”.

Na ocasião, foi liberado. A polícia diz que, dias antes de a operação de setembro ser deflagrada, Sousa fugiu para a Bolívia. “Quem ajeitou o ingresso dele lá foi o Gegê”, afirma Galli.

COM MEDO E SEM VERGONHA: Temer admite que parte da reforma da casa da filha foi paga pela mulher do coronel Lima

Em entrevista, presidente avalia hipótese de apoiar Alckmin ou outro candidato de centro

BRASÍLIA — Em entrevista que foi ao ar na noite deste domingo, O presidente da República, Michel Temer (PMDB), admitiu que parte da reforma da casa de uma de suas filhas foi paga pela mulher do coronel Lima, alvo de investigações e inquérito da Lava-Jato. Delatores da JBS disseram que entregaram R$ 1 milhão em propina ao coronel, que é amigo do presidente.

A suspeita é que esse dinheiro tenha sido usado para fazer obra no imóvel de Maristela Temer em São Paulo. Em entrevista ao SBT, o emedebista disse que o pagamento foi legal e negou qualquer irregularidade.

Na entrevista ao programa “Poder em foco”, que foi ao ar na noite deste domingo, no SBT, Temer reafirmou que pode abrir mão de sua candidatura à reeleição para apoiar um nome de “centro”. Ele indicou os nomes de possíveis aliados na campanha eleitoral. Segundo Temer, “se necessário”, ele abriria mão da candidatura “com a maior tranquilidade”.

Temer citou nominalmente Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (PMDB), Flávio Rocha (PRB), Afif Domingos (PSD) e Paulo Rabello de Castro (PSC) como possíveis companheiros de chapa. Quando perguntado se havia esquecido Rodrigo Maia (DEM), Temer respondeu que também considerava o presidente da Câmara.

— Se nós quisermos ter o centro, não podemos ter 7 ou 8 candidatos. A classe política precisa se mobilizar para que escolha um nome de centro — afirmou o presidente.

Na sexta-feira, em entrevista à EBC, Temer fez declaração semelhante, mas não havia citado o nome dos possíveis aliados. No fim da semana passada, Alckmin telefonou ao presidente, segundo interlocutores do Palácio do Planalto, e ouviu de Temer que ele seria recebido para uma conversa sobre eventual aliança para a disputa presidencial. A ligação serviu para uma abertura dos diálogos neste sentido.

Sobre a possível canidatura de Joaquim Barbosa à Presidência pelo PSB, Temer disse que é um nome “bem recebido”, mas não acredita que possa ter sucesso na campanha apenas “por ser negro” ou “porque foi pobre”.

— Se me permite, eu não concordo com o fato de ele ser presidente porque é negro. Nem ser presidente porque foi pobre. Pobre eu também fui. Eu tive uma infância… parece que não, mas eu para ir à escola andava 6 quilômetros, para ir e para voltar. O Lula foi pobre. Não é esta razão que vai fazer com que fulano seja ou não seja presidente.

Temer também foi questionado sobre o inquérito dos portos, do qual é alvo. Mas não se sentiu confortável em falar sobre o assunto. Afirmou que a reforma da casa de uma de suas filhas, Maristela Temer, foi realizada com “absoluta licitude”.

— Eu lamento que estejamos conversando sobre isso ao invés de conversarmos sobre o Brasil.

Na última quarta-feira, Polícia Federal (PF) colheu depoimentos no inquérito que trata do caso e investiga se Temer recebeu propina de empresas do setor portuário. O foco das oitivas foi aprofundar a apuração sobre a reforma, que teria sido bancada pelo coronel João Baptista Lima, amigo de Temer e acusado de receber dinheiro sujo em nome dele.

A PF ouviu fornecedores de serviços contratados para a obra.

— Foi uma reforma regularmente paga, regularmente esclarecida. Eu não tenho os dados do depoimento que ela prestou ontem (quinta-feira) ao delegado da Polícia Federal, mas soube que foi tudo pelas melhores — disse Temer.

Sobre a recuperação da economia, Temer afirmou que o Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2018 dificilmente chegará a 3% — previsão inicial da equipe econômica.

— Agora, a previsão é de 2,5% a 3%. Como agora se fala em 2,75%.

Sancionada por Temer, nova lei tira da Justiça comum mil ações sobre militares

Decreto ampliou as possibilidades de mudança de tribunal julgador, em caso de crimes contra civis

BRASÍLIA – Em 13 de outubro de 2017, o presidente Michel Temer sancionou a lei 13.491, que amplia as possibilidades de militares suspeitos de crimes cometidos no exercício da função deixarem a Justiça comum e serem julgados na Justiça Militar, em caso de crimes contra civis.

Os promotores do DF se basearam na nova lei para pedir o declínio de competência.

A lei vem resultando em diversos casos de conflito de competência e numa indefinição sobre a quem cabe julgar esses PMs, o que pode atrasar o andamento das ações.

Em dezembro, O GLOBO mostrou que as divergências já haviam começado com a aprovação da lei.

Uma solução definitiva ficará a cargo do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que já analisa os primeiros conflitos de competência, ou mesmo do Supremo Tribunal Federal (STF), provocado com ações diretas de inconstitucionalidade.

17 Fotos Que Mostram Como Era A Vida Dentro Do Prédio Que Desabou Em SP

Você sabia que no Brasil há mais casas vazias do que gente que precisa de casa? Ocupar não é crime. Crime é ganhar salários acima do teto e ainda aceitar auxílio moradia. Crime é ter que lutar pelo básico, como se moradia, saúde e educação fossem privilégios e não direitos iguais. 
A professora Lidiane Maciel, pós-doutora em sociologia pela Unicamp, publicou no Facebook fotos da ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou após um incêndio ocorrido na terça-feira (1) em São Paulo. E com as fotos o seguinte texto:
“A ocupação do prédio da Polícia Federal é composta por cerca de 400 pessoas, entre elas migrantes internos e internacionais (das nacionalidades são do Marrocos, Congo, Senegal, Haiti, Filipinas), entre os migrantes internos temos baianos (Salvador) paraibanos, paranaenses, capixabas e cariocas. A maioria dos moradores disseram que ocupam o prédio há oito anos.

São 12 andares ocupados, cada andar tem cerca de 6 domicílios.

Os moradores se empregam em trabalhos formais e informais vinculados a limpeza e serviços gerais, são vendedores ambulantes também.Trabalham majoritariamente no centro da cidade.

A estrutura das moradias é bastante precária. Há muito lixo em alguns andares como restos de móveis, restos de materiais de construção como privadas e tijolos, no entanto, alguns andares são demasiadamente limpos e possuem uma estrutura bem organizadas, com casas com cortinas, área de convivência coletiva e plantas.

A cozinha e banheiros são comunitários.

O serviço de água e luz chega somente até o quinto andar, obrigando os moradores dos outros andares a descerem para recarregar seus baldes para o uso cotidiano.

Há uma portaria controlada por uma senhora que outros moradores disseram ser uma ex-artística de telenovelas.

Chama atenção as famílias monoparentais (Filhos e mãe), há muitos homens solteiros que lá moram, havia muitas crianças brincando nos corredores também.

Há regras de convivência e limpeza fixadas nas paredes de cada um dos andares. Elas falavam do tipo de vestimentas de homens e mulheres e sobre a limpeza das áreas comuns. Histórias pessoais descritas em outros documento” – Lidiane Maciel

Segundo notícia vinculada na Rede Brasil, propagandas para venda de apartamentos de prédios vizinho à ocupação, apagava digitalmente o prédio que desabou. Tal “coincidência ” nos leva a refletir sobre como incêndios em áreas ocupadas têm sido convenientes às grandes empreiteiras.

Desigualdade levará à ‘Barbárie’ no longo prazo, alerta historiador. Não há sistema político e econômico que se sustente no Brasil

Crise, que crise? O número de bilionários brasileiros aumentou quase 40% em 2017 na comparação com 2016, aponta a ONG britânica Oxfam. Em relatório publicado nesta semana, a organização divulgou informações sobre a desigualdade global.

Segundo a Oxfam, a cada dia de 2017 um novo bilionário surgia e 82% de toda a riqueza gerada no ano passado ficou nas mãos do 1% mais rico e nada ficou com os 50% mais pobres.

Ao todo, existem hoje no mundo todo 2.043 bilionários e 90% deles são homens. No Brasil, esta classe de ultrarricos conta com 43 pessoas (em 2016, eram 31).

Outro ponto destacado pela Oxfam é que as mulheres fornecem, anualmente, US$ 10 trilhões em cuidados não remunerados para sustentar a economia global.

A publicação utiliza como base a lista de bilionários da revista Forbes e do banco Credit Suisse.

A Sputnik Brasil conversou com Rafael Araújo, professor de história e de relações internacionais do Instituto Federal de Sergipe, para entender o significado destas cifras e qual o caminho que o Brasil está trilhando.

“Ao longo prazo, esse cenário vai levar à barbárie. Não há sistema político e econômico que se sustente com um numero tão grande de indivíduos totalmente à margem”, afirma Rafael Araújo.

Para Araújo, o relatório da Oxfam indica uma tendência de crescimento da desigualdade desde a crise econômica mundial de 2009. No caso brasileiro, a situação é ainda mais sensível já que o cenário é acompanhado da “retirada de direitos sociais e trabalhistas”.

O professor do Instituto Federal de Sergipe também pontua que os brasileiros têm uma “dificuldade histórica” em discutir distribuição de renda e impostos sobre grandes fortunas — um item que está previsto na Constituição, relembra Araújo.

Dentro da delegacia, líder do PCC ameaça policial e família (Veja o Vídeo)

A ousadia da bandidagem está aumentando e se tornando intolerável.

Sob o manto dos direitos humanos, não respeitam mais ninguém, fazem ameaças e, pior, cumprem as ameaças.

Em Poá, no interior de São Paulo, o traficante conhecido pela alcunha de ‘Merreis’, supostamente líder da facção criminosa PCC, jura que vai mandar matar o policial que efetuou sua prisão e estende a ameaça à sua família.

O ódio incrustado no semblante do marginal é prenúncio de que as ameaças são realmente sérias.

Todavia, nenhuma entidade protege o policial em situações como esta.

São as absurdas distorções de nosso ordenamento jurídico.

Veja o vídeo:

ABUSADO: Marun utilizou jatinho da FAB e passou feriadão em casa. viajou para o Mato Grosso do Sul e retornou a Brasília após fim de semana do 1º de maio

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), utilizou um jatinho da Força Aérea Brasileira (FAB) para viajar ao seu estado natal, Mato Grosso do Sul, durante o feriadão do 1º de maio.

Segundo registros oficiais, o político embarcou em um voo na sexta-feira (27/4), retornando a Brasília apenas na noite da terça (1º/5).

Nas informações das viagens, Marun alegou motivo de “serviço” para voar para Campo Grande. A agenda da Secretaria de Governo traz compromissos na cidade no dia 30 de abril como reuniões com a Federação dos Trabalhadores da Agricultura e Movimento de Luta pela Reforma Agrária, com superintendentes regionais de órgãos como Funai, Funasa, Correios, Infraero e PRF e um encontro com o deputado federal Vander Loubet (PT-MS).

Na ida para o estado, em 27 de abril, o ministro realizou ainda uma parada em Salvador (BA), onde, de acordo com a agenda divulgada pela pasta, compareceu a um almoço-debate.

Conforme o Decreto n° 4.244/2002, que dispõe sobre os voos da FAB, é permitida a utilização de aeronaves da Força Aérea para o transporte de autoridades, como vice-presidente; presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados; ministros de Estado e comandantes das Forças Armadas.

Nos motivos listados para o uso dos aviões, estão “segurança e emergência médica, viagens a serviço e deslocamento para o local de residência permanente”.

Apesar de um decreto de 2015, assinado pela então presidente Dilma Rousseff (PT), suspender a utilização, por parte dos ministros, de aviões do Comando da Aeronáutica sob a justificativa de retorno a suas cidades de origem, é comum que os políticos “encaixem” compromissos oficiais nos seus estados de domicílio durante fins de semana ou feriados.

Outros casos
Em fevereiro deste ano, o deputado federal e então ministro da Educação, Mendonça Filho (DEM-PE) utilizou um avião da FAB para cumprir agenda oficial em Pernambuco, seu estado de origem, durante o Carnaval. Entre um compromisso e outro, o político tirou uma folga para curtir camarotes em Recife e Olinda.

Em 2017, o então ministro chegou a utilizar aeronaves da Força Aérea em 28 trechos entre Pernambuco e o Distrito Federal. Desses, 16 foram voos agendados para sextas ou segundas-feiras. Outros oito ocorreram em terças ou quintas.

No ano passado, o também deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA), viajou em um avião da FAB para uma reunião em uma quinta-feira, 22 de novembro, em Fernando de Noronha (PE) com representantes do Parque Nacional Marinho. Contudo, em companhia da mulher e do filho mais novo, ele permaneceu na ilha até o domingo (26).

Visita a Cunha
Quando ainda ocupava mandato na Câmara dos Deputados, Marun foi alvo de outra polêmica envolvendo viagens e uso do dinheiro público. Em dezembro de 2016, o político usou a verba da cota parlamentar para bancar passagem aérea e hospedagem em Curitiba (PR), onde visitou o antigo aliado e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ), preso no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na região metropolitana da capital paranaense.

Após repercussão negativa, Marun devolveu à Câmara os R$ 1.242,62 gastos com a visita ao amigo. Na época, presenteou o ex-presidente da Casa com o livro A ditadura acabada, de Elio Gaspari, e desejou votos de um 2017 “menos infeliz”.

Outro lado
Procurado pelo Metrópoles, o ministro Carlos Marun justificou, via assessoria de imprensa, que viajou para cumprir compromissos oficiais no estado na segunda-feira (30/4). As reuniões foram documentadas em suas redes sociais.

Marcela Temer pula em lago de roupa para resgatar seu cachorro e manda demitir a servidora que não a ajudou

A primeira-dama Marcela Temer entrou de roupa e tudo há duas semanas em uma lagoa no Palácio da Alvorada. O motivo foi nobre: resgatar seu cachorro Picolly.

O cãozinho terrier havia caído na água durante uma caminhada de Marcela e Michelzinho, filho do presidente Michel Temer, nos jardins do Alvorada.

As informações são da revista Veja.

Segundo a publicação, ao entrar no lago, o cachorro foi atacado por patos que moram no Palácio.

Marcela não quis esperar por ajuda e resgatou, ela mesma, o animal de estimação.

Militares que faziam a guarda do Alvorada e assistiram à cena teriam sido repreendidos por não terem oferecido suporte.

Depois do banho, irada, ela exigiu o afastamento da servidora que a acompanhava e não a ajudou.

Atualização: de acordo com à presidência, a servidora foi deslicada para outra função porque não cumpriu a missão de proteger a primeira-dama.