Intimado, Mantega esclarece valor milionário em conta bancária na Suíça.

Ex-ministro justifica ao juiz Sérgio Moro o motivo que originou recursos em moeda estrangeira.
Nesta última sexta-feira (08/6), o ex-ministro Guido Mantega, dos governos Lula e Dilma Rousseff, informou ao juiz Sérgio Moro a origem da quantia milionária em conta bancária sob sua titularidade. O contrato com a Entidade Financeira no exterior era mantido relativamente em segredo.

O juiz Moro responsável pelo desfecho da Lava Jato, ou seja, da maior operação contra o esquema de Corrupção vinculado a Petrobras, resolveu intimar Guido Mantega após acusações formais de empresários de construtoras de ter pleno conhecimento dos repasses de vantagens indevidas (propinas). O ex-ministro, também se tornou réu pela primeira vez, no caso Zelote, o qual investiga a sua ligação junto ao empreendedor, Vítor Sandri.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), o empresário (Sandri) promoveu supostas manipulações no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão comandado pelo Ministério da Fazenda, responsável pelo julgamento de multas originadas pelo Fisco aos grupos empresariais.

Intimado, Mantega foi obrigado a prestar esclarecimentos sobre a procedência de uma conta bancária pertencente à Confederação Suíça, revelada pelos próprios advogados de defesa do ex-ministro em 2017. Em petição protocolada ao juiz federal, os defensores afirmaram que o determinado produto bancário (conta corrente), resultou depósitos em consequência de negócio imobiliário praticado com a empresa, Sandria Projetos e Construções LTDA de propriedade do italiano, Victor Garcia Sandri.

O empresário também teve seu nome arrolado à delação premiada do diretor da JBS, Joesley Batista, o qual afirmou que no ano de 2005, foi necessário acionar o Sandri, por meio de contrato profissional, com vencimentos mensais combinados em R$ 50 mil.

O prestador de serviço, deveria se intermediador de todos os interesses da multinacional junto aos políticos do país.

Oportunamente, os advogados de Mantega providenciaram a juntada de documentos na tarde dessa quarta-feira (6), os direcionando ao juiz Moro.

Nas entrelinhas, elencou-se o crédito da conta do ex-ministro, porém justificando ser de cunho imobiliário, em decorrência de negócio jurídico compreendido em transação de permuta de bem localizado no Jardim Paulista-SP, todavia, registrado em nome de Giuseppe Mantega (pai de Guido) falecido, elegendo o filho o seu principal herdeiro.

Desta feita, o ex-ministro a título de investimento teria consentido a construção civil de uma cadeia de imóveis, ou seja, unidades de empreendimentos imobiliários constados no Edifício Atriun VII, representados pela Construtora de Victor Sandri. A negociação sugeriu na época da entrega em pecúnia, porém sem formalizar contato, ou seja, para que não houvesse suspeita de operações financeiras entre bancos.

Ademais, Mantega em duas parcelas, ou seja, a primeira teria alcançado o valor de US$ 650 mil em espécie e a segunda parte, compreenderam US$ 645 mil. A quantia foi repassada por meio de depósito na referida conta bancária pelo próprio Sandri. Revelou a publicação do jornal O Globo, nessa sexta-feira (8).

Moro dá “cala a boca” em testemunha arregimentada para louvar o presidiário (Veja o Vídeo)

Na manhã desta segunda-feira, 11, o jornalista e escritor Fernando Morais, editor do Nocaute, prestou depoimento ao juiz Sergio Moro, na condição de testemunha de defesa do ex-presidente Lula.

Minutos antes, na mesma condição, depusera o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Ambos os depoimentos foram realizados sob a forma de videoconferência entre São Paulo e Curitiba.

Em pelo menos dois momentos o juiz obstruiu o direito à palavra do jornalista. No primeiro ao declarar que a testemunha estava fazendo “propaganda” de Lula. Morais foi impedido de retrucar, e mal pôde responder: “Não faço propaganda, faço jornalismo…”

Na segunda oportunidade Moro foi mais explícito. Morais indagou, respeitosamente: “O meritíssimo permite que eu faça uso da palavra?”. Moro nem pestanejou: “Não!”.
Foto: Fernando Morais

Uma particularidade menos relevante chamava a atenção: apenas um, no caso, uma jornalista circulava pelo corredor (na foto, a repórter quando entrevistava o ex-presidente Fernando Henrique, em frente à sala de videoconferência): a representante da Globo. Os coleguinhas dos demais veículos tomavam sol na moleira, na calçada do prédio.

Veja o vídeo e a transcrição do depoimento, gravado pela Justiça, e a indicação de links sobre o assunto.

VÍDEO: Juiz atira contra vizinho em prédio de Copacabana no Rio de Janeiro, mas diz que só queria acertar o celular do vizinho que o estava gravando!

O osteopata Pedro Augusto Guerra fica ofegante ao se lembrar de um tiro que, por pouco, não o atingiu na cabeça. E se mostra indignado ao contar que, segundo ele, o disparo foi feito pelo juiz Jorge Jansen Counago Novelle, da 15ª Vara Cível do Rio, dentro de um condomínio de frente para o mar na Avenida Atlântica, em Copacabana.

O ataque, ocorrido por volta das 4h do feriado de 1º de maio, foi registrado com a câmera de um celular.

O vídeo mostra o instante em que o tiro é disparado, após uma discussão entre o osteopata e o juiz. O caso só não terminou em tragédia porque a bala desviou na grade de uma janela, abrindo, em seguida, um buraco na parede do edifício.

Os dois eram vizinhos. O juiz ainda mora no condomínio; já o osteopata saiu do prédio. Pedro alugava um imóvel de cerca de 400 metros quadrados, um andar abaixo da casa de Novelle. Pelo vão interno de circulação de ar do edifício, um podia ver parte do apartamento do outro. E foi nesse espaço que ocorreu o incidente, filmado pelo osteopata.

Na gravação, enquanto Pedro apoia o celular no parapeito de uma janela, escuta-se um grito que seria do juiz: “Bandido!”. Depois, o magistrado aparece na imagem, na área de serviço de seu apartamento, e faz acusações contra o osteopata. “Tu é safado. Pedro safado!”, diz ele.

Ex-defensor público, Novelle é juiz há quase 20 anos e está de licença médica do Tribunal de Justiça do Rio. Antes de assumir a 15ª Vara Cível da capital, passou por comarcas como as de Nova Friburgo e São Gonçalo. Em março deste ano, foi dele a decisão que deu prazo de 24 horas ao Facebook para retirar do ar as fake news a respeito da vereadora Marielle Franco (PSOL), assassinada alguns dias antes com o motorista Anderson Gomes.

Pedro, que é de São Paulo, mudou-se para o Rio em 2014. Estava morando há aproximadamente um ano e meio no condomínio da Avenida Atlântica, período no qual, segundo ele, quase não trocou palavras com o juiz:

— Ele era muito educado quando nos cruzávamos. Nunca tivemos atrito.

No entanto, o osteopata conta que, uma semana antes do ataque, foi acordado, de madrugada, por gritos de Novelle. Os xingamentos, daquela vez, seriam dirigidos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao ex-governador Sérgio Cabral, ambos presos. Pedro diz que, no feriado de 1º de maio, ouviu xingamentos por quase duas horas. Antes de fazer o vídeo do disparo, ele gravou áudios que, afirma, são do magistrado.

Em um dos trechos, ouve-se uma ameaça: “Suba um andar para ver o que você vai levar na cabeça ou no peito”. O osteopata diz que tomou a decisão de gravar um vídeo depois que o juiz ameaçou duas amigas que o visitavam. (…)

BRONCA FORTE: Moro interrompe escritor Fernando de Morais após relato de elogio a Lula. Juiz considerou que ele estava fazendo propaganda de Lula durante a audiência

SÃO PAULO — O juiz Sergio Moro interrompeu o depoimento do jornalista e escritor Fernando Morais, chamado como testemunha de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no processo em que ele é acusado de ter recebido vantagens indevidas de empreiteiras no sítio de Atibaia, para dizer que o processo estava sendo usado para “propaganda”.

Morais afirmou que, desde 2011, acompanhava todas as viagens de Lula, com o objetivo de fazer uma biografia a pedido da Cia das Letras, e que as palestras de fato foram realizadas – o Ministério Público Federal (MPF) investiga se as palestras foram pagas como forma de transferência de propina.

A interrupção ocorreu quando Morais relatou que Lula se encontrou em Londres com Bono Vox, vocalista do U2, e que o cantor elogiou o ex-presidente, ao dizer que, depois de Mandela, apenas Lula poderia unir ricos e pobres, brancos e negros e gordos e magros.

Nesse momento, Morais foi interrompido por Moro:

– Essa questão não tem nenhuma relevância para o julgamento. Acho que o processo não deve ser usado para esse tipo de propaganda – disse o juiz, acrescentando que questões “meritórias” devem ser divulgadas fora do processo.

– Propaganda? – indagou Morais, que pediu a palavra, mas o juiz não o deixou falar.

A defesa de Lula argumentou que estava produzindo provas de que as palestras de Lula foram feitas, e que os encontros eram transparentes, já que Morais disse que nunca lhe pediram para que saísse da sala em nenhuma das agendas do ex-presidente.

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Ao retomar a palavra, após pergunta do advogado de Lula, o escritor afirmou que repudiava a comparação com propaganda, que as viagens eram pagas pela editora e que só ia no mesmo avião do ex-presidente quando sobrava lugar.

E disse que não tem razão para fazer propaganda de quem quer que seja, e que não iria “jogar fora” carreira de 50 anos para fazer propaganda de um ex-presidente.

Fonte: O Globo

Veja o vídeo: pergunta avassaladora de Moro a FHC destrói defesa de Lula e gera bate-boca em interrogatório

Nesta última segunda-feira (11), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso prestou depoimento através de videoconferência para o juiz Sergio Moro.

FHC foi atrelado ao inquérito que investiga a reforma do sítio de Atibaia. Lula colocou o tucano como testemunha de defesa.

Durando o interrogatório, Sergio Moro desestabilizou a defesa do petista com uma pergunta. Moro quis saber se alguma das empresas que contrataram FHC para dar palestras, teriam realizado alguma reforma em imóvel do tucano.

O juiz se desculpou pela pergunta e revelou que este era um questionamento da defesa de Lula.

apidamente, Cristiano Zanin, que representante de Lula, interrompeu o juiz. O advogado criminalista enfatizou que a defesa não teria feito nenhum tipo de afirmação de reformas ou valores e que aquela pergunta não era uma solicitação.

Moro rebateu, disse que não afirmou que a defesa disse daquela forma, porém está dentro do contexto. No entanto, a defesa de Lula focou no assunto gerando bate-boca. O juiz federal respondeu mais uma vez, dizendo que não foi isso que aconteceu. Enquanto rolava o embate, FHC assistia rindo da situação.

Processo Sobre O Sítio
O ex-presidente Lula é acusado de receber das empreiteiras Odebrecht, OAS e Schahin quantias milionárias para reforma de um sítio em Atibaia. O pecuarista e amigo de Lula, José Carlos Bumlai era o intermediador, os valores chegaram em R$ 1,02 milhão.

Em depoimento, Moro pediu para que FHC falasse de seu instituto de palestras. O ex-presidente explicou como montou o instituto, baseado em um modelo português. Lula também teve seu instituto de palestras, no entanto, investigado na Operação Lava Jato.

Via: noticiasbrasilonline.com.br

O COMEDIANTE: Presidente da CBF pede a Fifa que prepare a taça para o Brasil. ‘Quero levantar a taça’, diz coronel Nunes

Presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), o coronel aposentado da Polícia Militar Antônio Carlos Nunes, 80, já está na Rússia e demonstra muita confiança no hexa.

Nesta segunda-feira (11), ele participou de reunião do Conselho Conmebol na capital russa, que contou com a presença do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e mandou um recado: “Eu disse ao Infantino que ele pode preparar a taça para o Brasil.

Quero levantar a taça”, disse Nunes, num rápido bate-papo com os jornalistas.

Ele também deu uma alfinetada na Áustria e nos zagueiros que foram violentos com Neymar na vitória da seleção por 3 a 0 em amistoso no domingo (10), em Viena. “A Áustria achou que iria fazer frente, porque ganhou da Alemanha [2 a 1]. Mas não deu para a saída. O zagueiro está procurando Neymar até agora.”

Nunes viajará agora para Sochi, onde nesta terça (12) terá um encontro com a seleção brasileira e posará para foto oficial. Lá também estará Rogério Caboclo, que assumirá a presidência da entidade no próximo ano. Caboclo é chefe da delegação no Mundial e já está na cidade litorânea que é a casa da equipe nacional.

Depois, Nunes voltará a Moscou para participar do Congresso da Fifa nesta quarta (13). A reunião definirá a sede da Copa de 2026. Nunes, como integrante do Conmebol, votará na candidatura United-2026, composta por Canadá, EUA e México. O Marrocos é o outro concorrente.
O presidente da CBF também confirmou informação dada pela Conmebol de apoio unânime a Infantino na eleição da Fifa de 2019.

Nunes comanda a CBF desde 15 de dezembro de 2017, quando Marco Polo del Nero recebeu da Fifa suspensão provisória de 90 dias.
Em 27 de abril, a entidade o baniu definitivamente do futebol após considerá-lo culpado de corrupção por receber propina na venda de direitos de transmissões. Além disso, foi multado em 1 milhão de francos suíços (R$ 3,5 milhões na cotação da época).

Del Nero não viaja para fora do país desde 2015, quando eclodiu o escândalo de corrupção na Fifa. Por isso, o Brasil não teve seu principal dirigente no sorteio dos grupos da Copa, em 1º de dezembro.

FRAUDE EM REGISTROS SINDICAIS: Deputada Cristiane Brasil é alvo da 2ª fase da Operação Registro Espúrio

Objetivo é aprofundar investigações sobre concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho

A Polícia Federal deflagrou nesta terça (12) a segunda fase da Operação Registro Espúrio, que investiga a concessão fraudulenta de registros sindicais junto ao Ministério do Trabalho. Nessa nova fase da operação, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) é um dos alvos.

Agentes cumprem mandados de busca e apreensão em endereços ligados à parlamentar, que chegou a ser cotada para o cargo de ministra do Trabalho. O governo desistiu da sua nomeação após diversas decisões da Justiça e uma liminar da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Cármen Lúcia, suspenderem sua posse.

São cumpridos três mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do STF Edson Fachin em Brasília e no Rio de Janeiro.

“Além das buscas, a pedido da Policia Federal e da PGR, serão impostas medidas cautelares consistentes em proibição de frequentar o Ministério do trabalho e de manter contato com os demais investigados ou servidores do Ministério”, afirmou a PF em nota.

Durante a primeira fase da operação, deflagrada em maio, os gabinetes dos deputados Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB), na Câmara dos Deputados foram alvos da PF. Os agentes estiveram ainda em sedes nacionais do PTB e do Solidariedade e de centrais sindicais.

As investigações apontam um esquema de corrupção dentro da Secretaria de Relações de Trabalho no Ministério do Trabalho, envolvendo servidores, lobistas, advogados, dirigentes de centrais sindicais e parlamentares.

Segundo a Polícia Federal, a ordem de chegada dos pedidos para registro de entidade sindicais não era respeitada; a prioridade ia para pedidos intermediados por políticos. Além disso, o registro era obtido por meio de pagamento de vantagens indevidas.

Fonte: Diário do Poder

Farra nas isenções fiscais custam ao Brasil R$354 bilhões (um Uruguai!). Isenções sem controle farão TCU aprovar contas de Temer ‘com ressalvas’

O Tribunal de Contas da União (TCU) deve aprovar “com ressalvas” as contas do governo Michel Temer de 2017, nesta quarta-feira (13).

Ministros no TCU acusam o governo Temer de total descontrole nas isenções fiscais, que custaram ao País R$ 354 bilhões, considerados apenas os tributos federais.

Isso corresponde a quase o PIB (Produto Interno Bruto) do Uruguai e a mais de 5,4% do PIB brasileiro.

A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O déficit primário de 2017 foi a R$119,4 bilhões: privilégios tributários e creditícios foram 3 vezes maiores que o rombo nas contas públicas.

O País quebrou, mas alguns privilegiados nadam em benefícios concedidos pelo governo do PT, agora mantidos no governo Temer.

Os ministros do TCU devem subir o tom na sessão de julgamentos sobre o descontrole de programas de isenção fiscal do governo.

O governo Temer tem ignorado as advertências dos ministros do TCU sobre esse descontrole nas isenções fiscais. O caldo vai entornar.

Fonte: Diário do Poder