Aliados acham que Temer poderá ser preso assim que deixar o governo

Assim como o PT coloca o ex-presidente Lula como vítima de perseguição política, o MDB se prepara para usar o mesmo expediente em relação ao presidente Michel Temer.

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, por exemplo, tem dito que há irresponsabilidades por parte de procuradores e juízes de primeira instância e que, diante disso, teme que o presidente possa ser preso a partir de janeiro, quando terminar o mandato.

De acordo com Correio Brasiliense Para um ministro dizer isso é sinal de que o receio, realmente, é grande.

A diferença entre a estratégia do PT e do MDB é que os petistas fazem reuniões, comícios, vão para a tribuna da Câmara e do Senado defender Lula.

Já os emedebistas não têm feito o menor esforço em defesa do presidente Temer.

E, num ano eleitoral, não ele encontra muitos aliados dispostos a fazê-lo.

O MILAGROSO STF: Segunda Turma vota pra absolver Gleisi de corrupção e lavagem de milhões

Maioria também descartou caixa 2 na campanha de 2010. PGR acusou recebimento de R$ 1 milhão desviado da Petrobras; defesa alegou falta de provas e disse que denúncia se baseou em delatores.,

O Supremo Tribunal Federal (STF) absolveu nesta terça-feira (19) a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e o ex-ministro Paulo Bernardo, marido dela, da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro em um dos processos da Operação Lava Jato.

Também foi absolvido o empresário Ernesto Kugler Rodrigues, apontado como emissário do casal no recebimento do dinheiro.

Ao apresentar a denúncia, a Procuradoria Geral da República afirmou que Gleisi e Paulo Bernardo pediram e receberam R$ 1 milhão desviado da Petrobras para a campanha dela ao Senado, em 2010.
Mas, ao julgar o caso, os ministros da Segunda Turma do STF consideraram não haver provas de que o casal recebeu propina em troca da manutenção de Paulo Roberto Costa como diretor de Abastecimento da Petrobras à época.

Votaram pela absolvição total:
Dias Toffoli;
Gilmar Mendes;
Ricardo Lewandowski.

O relator da ação, Edson Fachin, e o revisor, Celso de Mello, também votaram pela absolvição dos crimes de corrupção e lavagem, mas se manifestaram a favor da condenação de Gleisi pelo crime de caixa dois eleitoral (não declaração de dinheiro recebido em campanha).

A Procuradoria Geral da República pode recorrer da decisão ao próprio STF.
Apesar de terem sido absolvidos neste caso, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo ainda respondem a mais duas denúncias e um inquérito no STF derivados das investigações da Lava Jato.

Votos
No julgamento, prevaleceu a posição do ministro Dias Toffoli, para quem os elementos contra a senadora eram “apenas indiciais”, sem comprovação efetiva.

“Suprimidos os depoimentos dos colaboradores, restam apenas elementos indiciais […] Não foi possível verificar elementos suficientes para juízo condenatório”. – Dias Toffoli
Relator da ação, Edson Fachin também descartou os crimes de corrupção e lavagem no caso, mas concluiu pela ocorrência de falsidade ideológica na prestação de contas de campanha da senadora em 2010.

O crime de caixa 2 tem pena de até 5 anos de prisão. A punição é menor que as dos crimes de corrupção (até 12 anos) e lavagem (até 10 anos).

Em seu voto, o revisor da ação penal, Celso de Mello, também não considerou haver provas de corrupção, porque não foi demonstrado, segundo o ministro, que Gleisi Hoffmann recebeu dinheiro em 2010 em troca de futuros favores a Paulo Roberto, após assumir o mandato.

“Também acolhendo a manifestação do relator, entendo que não estão presentes todos os elementos necessários à configuração típica do crime de corrupção passiva”, disse Celso de Mello.
O ministro também votou pela condenação da senadora somente pelo crime de caixa 2 eleitoral, e pela absolvição total de Paulo Bernardo e Ernesto Kugler Rodrigues.

Gilmar Mendes votou pela absolvição total, inclusive pelo crime de caixa 2. Durante sua participação, fez duras críticas à condução da Lava Jato e à acusação que, segundo ele, se basearam somente na palavra de delatores, sem provas.

Na mesma linha, Lewandowski disse que Gleisi e Paulo Bernardo deveriam ser absolvidos integralmente no processo. “As provas são insuficientes para sustentar qualquer condenação”.

Segunda Turma do STF começa a julgar a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann

Acusação e defesa
A acusação e a defesa se manifestaram antes dos votos dos ministros.
O subprocurador Carlos Vilhena destacou trecho da delação de Paulo Roberto Costa segundo o qual, para progredir na Petrobras, era necessário apadrinhamento político em troca de favorecimento a um partido para sustentá-lo no cargo.
Segundo a acusação, embora Paulo Roberto Costa tivesse sido indicado pelo PP, e assumido o cargo em 2004, passou em 2010 a recolher propinas junto às empreiteiras contratadas pela Petrobras em favor de políticos do PT e do MDB, com o objetivo de permanecer na diretoria.

“Enquanto parlamentar, líder do Partido dos Trabalhadores, do qual hoje é presidente, a senadora Gleisi Hoffmann podia, devia, ter estancado a sangria que ocorria na Petrobras”. – Acusação

Pela defesa de Gleisi, o advogado Rodrigo Mudrovitsch apontou falta de provas no processo.
“Estamos diante de ação penal única e exclusivamente lastreada nas palavras confusas e contraditórias de colaboradores”. – Defesa
O advogado afirmou, ainda, que não faria sentido que Paulo Roberto Costa, indicado pelo PP, ajudasse a campanha de Gleisi ao Senado, já que o partido tinha candidato próprio ao Senado, que concorreu e perdeu a disputa para a petista em 2010.

VÍDEO VERGONHA: Irritado, Ciro Gomes abandona congresso da AMM no Mineirão, se irritou com o formato de perguntas e respostas proposto pela organização do congresso de prefeitos

O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) confirmou a fama de ser esquentado e brigão. Ele se irritou com o formato do painel com pré-candidatos promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM), nesta terça-feira, no Estádio Mineirão, e abandonou o evento no meio de sua participação.

Ciro chegou aplaudido pela plateia, fez sua apresentação inicial e, ao responder a primeira pergunta, irritou-se porque não conseguiu concluir no tempo. O estopim foi ao responder a segunda pergunta, o que o levou a deixar o palco quase sete minutos antes do término de seu tempo de fala, que totalizava 16 minutos.

Ciro Gomes reclamou que não viajou até Belo Horizonte para falar poucos minutos e de forma fragmentada. O formato incluía breve apresentação de cinco minutos, seguido de duas perguntas, que podem ser respondidas em três minutos cada. Os candidatos também tinham tempo de cinco minutos para considerações finais.

“Escuta, senão eu me retiro. Eu não sou demagogo, eu quero governar o Brasil para restaurar a autoridade dessa baderna que está acontecendo no nosso país. Eu vou consertar o Brasil restaurando a autoridade”, afirmou, depois de ser vaiado.

De acordo com a organização, todos os pré-candidatos sabiam antecipadamente do formato, mas Ciro não concordou com a limitação de tempo de três minutos para responder às perguntas. Ele ficou incomodado por ter sido interrompido ao responder a primeira pergunta, em que falava sobre a necessidade de mudar o sistema tributário, depois que o tempo se esgotou.

E ficou mais irritado ainda com o fato de a segunda pergunta, feita pelo mestre de cerimônia do evento, tratar sobre o mesmo assunto. “Não estou aqui de conversa fiada. Me interrompem pra depois perguntar sobre a mesma coisa”, disse. A reação exaltada acabou levando uma parte da plateia a vaiá-lo.

Ciro atribuiu as críticas a apoiadores do também candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), que não estava presente no evento. “Por que seu candidato não veio?”, questionou, entre vaias e aplausos. Ele saiu sem falar com a imprensa. Marcio Lacerda, cotado como vive de Ciro e saudado por ele como “futuro governador de Minas”, não quis comentar o episódio. O pré-candidato à Presidência Ciro Gomes (PDT) se irritou com o formato do painel com pré-candidatos promovido pela Associação Mineira de Municípios (AMM) e abandonou o evento no meio de sua participação.

Lula representado

O deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG) foi o responsável por representar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pré-candidato ao Palácio do Planalto, no painel da AMM.

Ele entregou ao presidente da AMM, Julvan Lacerda, prefeito de Moema, a mesma carta entregue na Confederação Nacional de Municípios (CNM).

Mais do que porta-voz de Lula, Reginaldo Lopes defendeu suas concepções para tirar o Brasil da crise e retomar o desenvolvimento.

“É preciso refazer o pacto federativo, revogar a Emenda Constitucional 95 e promover um choque socialdemocrata pra valer”, diz.

Lopes afirma que tem insistido com Fernando Haddad, coordenador de campanha do Lula, sobre um “choque keynesiano”, que, no lugar da Bolsa-Família, garantiria a universalização de uma renda mínima pra todo cidadão brasileiro. Da prisão, Lula critica estreia do Brasil na Copa do Mundo.

“Quem puxa o setor privado é o setor público, e não o contrário “, defendeu.

URGENTE: Deputados retiram assinaturas e CPI da Lava Jato não sai. Mais uma vitória da luta da sociedade contra a corrupção.

A esdrúxula
CPI da Lava Jato proposta pelo esdrúxulo deputado Paulo Pimenta, perdeu apoio de
inúmeros deputados e não tem mais assinaturas suficientes para prosperar.

O petista
havia ludibriado inúmeros parlamentares para que colocassem sua assinatura no
requerimento, alegando uma motivação diferente para a iniciativa.

Pimenta
precisava de 171 assinaturas para criar a CPI. Já havia conseguido 190. Porém,
com a divulgação da lista dos deputados que apoiavam a macabra CPI, inúmeros
parlamentares solicitaram a retirada de seus nomes.

Neste
momento, o petista não tem mais nomes suficientes para criar a CPI da safadeza,
cujo claro objetivo é destruir a Lava Jato.

A
questão regimental que não permite a retirada das assinaturas depois que o
requerimento é apresentado, terá que ser reavaliada pela mesa da Câmara, diante
do número de deputados que afirmam que foram trapaceados pelo petista.

FAZENDO O POVO DE BOBO, STF E TV JUSTIÇA exibem reprise do dia 13/06 ao invés do JULGAMENTO DE GLEISI

2.ª Turma do STF inicia julgamento de Gleisi; Lewandowski avisa que sessão vai até tarde

Presidente nacional do PT e o marido, Paulo Bernardo, são acusados na Lava Jato por suposto recebimento de R$ 1 milhão do esquema de corrupção instalado na Petrobrás

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou nesta tarde o julgamento da ação penal da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), do marido da senadora, o ex-ministro Paulo Bernardo (PT), e do empresário Ernesto Kugler Rodrigues. O presidente da 2ª Turma, ministro Ricardo Lewandowski, informou no início da sessão que fará todos os esforços para que o julgamento seja concluído ainda nesta terça-feira.

“Hoje faremos todos os esforços para terminar o julgamento da Ação Penal 1003. Nós iremos até quando necessário pra terminar esse julgamento”, disse Lewandowski na abertura da sessão.

Este é o segundo julgamento de uma ação penal da Lava Jato na Segunda Turma do STF, colegiado composto pelos ministros Edson Fachin (relator da Lava Jato), Celso de Mello (revisor da Lava Jato na turma), Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

No mês passado, a 2ª Turma condenou por unanimidade o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), que se tornou o primeiro parlamentar condenado pela Corte no âmbito da Lava Jato. Conforme informou a Coluna do Estadão nesta terça-feira, dentro do STF a avaliação é a de que Gleisi tem mais chances de absolvição que Meurer. Uma fonte do tribunal que acompanha as investigações aposta que a senadora petista será absolvida por 3 a 2.

No início da sessão, Fachin fez a leitura do relatório da ação, resumindo os principais pontos da acusação. Depois, o subprocurador-geral da República, Carlos Alberto Vilhena, iniciou a fala – o representante do Ministério Público Federal terá uma hora para se manifestar. Os advogados de defesa dos réus falarão em seguida e só então os ministros votarão no julgamento.

Denúncia. O caso de Gleisi chegou ao Supremo em março de 2015. Em 27 de setembro de 2016, a denúncia contra Gleisi, o marido e Ernesto Kugler Rodrigues foi recebida por unanimidade pela Segunda Turma do STF. Eles são acusados de solicitar e receber R$ 1 milhão oriundos de um esquema de corrupção instalado diretoria de abastecimento da Petrobrás que teria favorecido a campanha de Gleisi ao Senado, em 2010.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), foram feitas quatro entregas de R$ 250 mil cada em espécie, que teriam sido utilizados na campanha de Gleisi sem qualquer registro. A denúncia é fundamentada nas delações premiadas do ex-diretor de abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef.

Gleisi também é alvo de outras duas denúncias: uma envolvendo o núcleo político do PT, sob a acusação de que a sigla recebeu propina por meio da utilização da Petrobrás, do BNDES e o Ministério do Planejamento; a outra denúncia trata de uma linha de crédito entre Brasil e Angola que teria servido de base financeira à corrupção na campanha da senadora ao governo do Paraná em 2014, de acordo com a PGR.

COM A PALAVRA, GLEISI
Procurado pela reportagem, o gabinete da senadora não se manifestou.

CONFUSÃO GENERALIZADA E DESESPERADA: Parlamentares de todos os partidos se unem contra a Lava Jato

Aproveitando o clima de Copa do Mundo e o arrefecimento da sociedade com os temas políticos, parlamentares de diversos partidos se organizaram numa frente contra a Operação
Lava Jato.

O objetivo é criar uma CPI para atacar a operação.

São deputados flagrantemente atuando em interesse próprio.

Cada qual de olho no seu próprio umbigo e em causa própria.

Deputados de diversos partidos participam da manobra. É mais uma tentativa sórdida de atingir a luta contra a corrupção.

Veja abaixo quem são os parlamentares envolvidos nessa tramoia.

Saiu a lista dos deputados que apoiam a CPI para ‘ENTERRAR’ a Lava Jato, leia e compartilhe os ‘infames’ políticos do Brasil

Lista dos deputados que assinaram CPI contra a operação Lava Jato Ao todo são 190 deputados.

Esta é a primeira lista.

O site o Antagonista acaba de publicar  a lista dos 190 deputados federais que até o momento , assinaram o requerimento para instalação da CPI destinada a frear a operação lava jato.

Fiquem atentos!

Confira a lista abaixo:

 

 

UM GOVERNO CONTRA O BRASIL: Dolly fecha fábrica e demite 700 funcionários após bloqueio de contas

De acordo com o Ministério Público, companhia pagou menos contribuições previdenciárias do que deveria entre os anos de 1999 e 2001

De acordo com o Ministério Público, companhia pagou menos contribuições previdenciárias do que deveria entre os anos de 1999 e 2001

A fabricante de refrigerantes Dolly informou nesta segunda-feira que fechou a unidade de Tatuí (SP) e demitiu 700 funcionários. A medida foi tomada após o bloqueio das contas bancárias da companhia, acusada de sonegar 4 bilhões de reais em impostos. A empresa possui mais duas fábricas, em São Bernardo e Diadema, que continuam funcionando normalmente.

O dono da Dolly, Laerte Codonho, chegou a ser preso em maio durante operação da polícia e Ministério Público contra sonegação fiscal. Na ocasião, ele culpou a Coca-Cola pela sua detenção em recado escrito em folha de sulfite.

Em entrevista à Folha de S.Paulo, Codonho afirmou que não consegue pagar funcionários nem impostos com a conta bloqueada. Disse também que não consegue vender para grandes redes varejistas, pois elas fazem o pagamento com depósito em conta.

De acordo com o Ministério Público, a Ragi Refrigerantes – nome oficial da Dolly – pagou menos contribuições previdenciárias e sociais do que deveria entre os anos de 1999 e 2001. Os recursos faltantes eram destinados a programas que financiam o Incra, Senai, Sesi, Sebrae e Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O caso veio à tona após o INSS – órgão federal responsável pela arrecadação previdenciária – notar queda nos valores pagos pela empresa nesse período. O órgão público fez uma fiscalização e acusou a empresa de fraude.

O juiz federal Márcio Martins de Oliveira, responsável pela sentença, considerou que a dona da Dolly simulou os contratos. A empresa também cometeu outras irregularidades, como a não emissão de notas fiscais, folhas de pagamento e recibos de prestação de serviço.

Na ocasião, a empresa informou que prisão era injusta. “Laerte Codonho sempre colaborou com as autoridades e tem certeza que provará sua inocência. A defesa recorrerá da decisão e confia na Justiça.”

TEMPOS MODERNOS ALUCINANTES: Disney alerta para risco de convulsões em desenho ‘Os Incríveis 2’

A Disney adicionou um aviso no começo de Os Incríveis 2 sinalizando o risco de convulsões durante o filme.

A animação, que estreou nos Estados Unidos no último fim de semana, foi alvo de críticas nas redes sociais por causar mal-estar a espectadores mais sensíveis, especialmente nas cenas em que o vilão, o Hipnotizador, aparece.

“Para qualquer pessoa que tenha epilepsia, risco de convulsões ou sensibilidade à luz, tenha cuidado ao assistir Os Incríveis 2.

Eu infelizmente tive um episódio de convulsão e não quero que isso aconteça com ninguém”, relatou uma usuária do Twitter.

Os Incríveis 2 chega ao Brasil em 28 de junho, duas semanas dos Estados Unidos, em razão da Copa do Mundo da Rússia.

Hoje começa o início do fim de Gleise: Supremo julga processo e caso for inocentada será mais uma vergonha histórica para o Brasil

Presidente nacional do PT é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro

BRASÍLIA — Vai começar nesta terça-feira o julgamento da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ela é acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por ter recebido R$ 1 milhão em espécie desviado da Petrobras para financiar sua campanha de 2010. Gleisi é a segunda ré da Lava-Jato a ter o destino definido pela Corte. No processo, há provas de que os recursos foram recebidos. Está nas mãos dos cinco integrantes da Corte analisar se o dinheiro foi mesmo parar na campanha da parlamentar.

O primeiro julgamento da Lava-Jato no STF foi do deputado Nelson Meurer (PP-PR), há um mês. A Segunda Turma firmou algumas teses, mas o processo de Gleisi guarda algumas diferenças. Meurer foi denunciado pelo recebimento de propina desviada da Petrobras de três formas: recursos depositados em conta bancária, pagamento de valores em espécie e propina disfarçada de doação eleitoral oficial.

Meurer foi condenado na primeira modalidade, porque o dinheiro foi rastreado. Na segunda, os ministros declararam que havia comprovação apenas de parte do dinheiro que, de acordo com a denúncia, foi recebido em espécie. A parte não comprovada não foi considerada para o cálculo da pena. Sobre as doações oficiais, o STF afirmou que não havia comprovação de que os recursos declarados à Justiça Eleitoral eram espúrios.

LEIA: Julgamento de Gleisi no STF pode mudar estratégia do PT nas eleições

No caso de Gleisi, o dinheiro foi todo recebido em espécie. Há no processo indício forte de que o dinheiro foi mesmo pago por um intermediário do doleiro Alberto Yousseff a um empresário ligado à senadora, corroborando a versão dos delatores. Quebras de sigilo telefônico revelaram que, nos dias do suposto pagamento das parcelas, foram feitas duas ligações para Gleisi e duas para o coordenador financeiro da campanha dela. O local de origem das ligações foi um escritório em um shopping, apontado como palco dos pagamentos

A avaliação de integrantes da Corte é de que, depois disso, as provas ficam mais escassas. Ou seja: não haveria comprovação suficientes de que o empresário repassou o dinheiro à campanha da parlamentar. O dinheiro não foi declarado à Justiça Eleitoral e Gleisi nega ter recebido a cifra.

Outro ponto a favor da petista é o de que, em 2010, ela não tinha tanta projeção nacional. Não há provas, portanto, de que ela tinha poder suficiente para retribuir o favor a Paulo Roberto Costa, o ex-diretor da Petrobras que teria desviado o dinheiro em prol da senadora. No entanto, Paulo Bernardo era ministro do Planejamento do governo Lula na época.

Se no julgamento de Meurer a Segunda Turma debateu sobre corrupção travestida de doação eleitora, dessa vez os ministros vão discutir qual o tipo de comprovação necessário para condenar alguém por receber propina e transformar em caixa dois. No entanto, esse debate deve ficar para a semana que vem. O primeiro dia de julgamento deve ser dedicado apenas à sustentação oral da defesa e também à manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

TRÊS ANOS NO STF

O caso chegou ao STF há mais de três anos, com a primeira leva de inquéritos da Lava-Jato. Além de Gleisi, são réus na ação penal o marido dela, o ex-ministro Paulo Bernardo, e o empresário Ernesto Kugler, que teria recebido o dinheiro no shopping pelas mãos de um operador de Yousseff, Antonio Pieruccini.

As investigações começaram com as delações premiadas de Youssef e de Paulo Roberto Costa. Segundo os delatores, Paulo Bernardo pediu R$ 1 milhão a Paulo Roberto para abastecer a campanha da mulher. O dinheiro teria sido entregue por um intermediário de Youssef a Ernesto Kugler, um empresário ligado ao casal. A quantia teria sido repassada em quatro parcelas de R$ 250 mil.

Gleisi foi ministra da Casa Civil no governo de Dilma Rousseff entre junho de 2011 e fevereiro de 2014. Hoje é presidente do PT e se empenha em defender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Lava-Jato. Qualquer que seja o resultado do julgamento do STF, ele vai nortear a participação ou não da senadora nas campanhas eleitorais deste ano. Paulo Bernardo foi ministro do Planejamento no governo Lula, de 2005 a 2011, e das Comunicações no governo Dilma, de 2011 a 2015.

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Nas alegações finais entregues ao STF, os advogados dos réus alegaram inocência. A defesa de Gleisi apontou falhas nas delações premiadas que deram origem ao processo e disse que as provas levantadas não corroboram os depoimentos dos colaboradores. Lembrou que, em 2010, quando teriam ocorrido os pagamentos ilícitos, ela ainda não tinha cargo público e não gozava da “proeminência” que viria a ter. Também destacou que a presidente do PT nunca fez nada para favorecer o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

No processo, a Petrobras pediu que os três réus sejam condenados também a devolver ao menos R$ 1 milhão à estatal. “Restou demonstrado o recebimento de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), que deve ser estabelecido como patamar indenizatório mínimo a ser estipulado especificamente em favor da requerente (Petrobras)”, diz trecho do pedido da empresa. Na denúncia, a PGR pediu, além da condenação dos réus, o pagamento de uma multa no valor de R$ 4 milhões, o equivalente a quatro vezes o valor que teria sido desviado.

O julgamento deve ser concluído na próxima semana, a última de funcionamento do STF antes do recesso de julho. O primeiro a votar é o relator da Lava-Jato, ministro Edson Fachin. Em seguida, vem o revisor dos processos, Celso de Mello, que é responsável por elaborar um voto mais detalhado do que o dos demais colegas. Na sequência, vêm os votos de Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.