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‘Tô de boa com meu chifre, mas você vai aprender!’ Mulher é indiciada por divulgar nudes de nova namorada do ex

Rapaz que teve relacionamento com a menor e armazenou as imagens também foi indiciado. O caso foi registrado pela Polícia Civil na região norte do Tocantins.

Duas pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por armazenar e divulgar fotos e vídeos pornográficos de uma adolescente de 15 anos. Um dos suspeitos é um jovem de 22 anos que teve um relacionamento com a menor. O material teria sido divulgado após a vítima sofrer ameaças de uma ex-namorada do rapaz.

O caso foi registrado em uma cidade na região norte do Tocantins. As investigações começaram após fotos e vídeos da vítima serem divulgados em um aplicativo de conversas pelo celular. O nome dos suspeitos e o local não serão informados nessa reportagem para preservar a identidade da adolescente.

A Polícia Civil apurou que a menor teve um relacionamento por cerca de duas semanas com o jovem. Em um dos encontros, o rapaz teria deixado a menina sob efeito de álcool. Após manterem relação sexual, a jovem tirou fotos e fez um vídeo íntimo a pedido do companheiro.

Porém, depois disso, a ex-namorada do rapaz descobriu o relacionamento e passou a ameaçar a adolescente: “Eu não quero saber é de nada. Tô de boas com meu chifre, mas você vai aprender a mexer com macho alheio. Não quer ser a putona, agora aguenta carga […].”

A mulher teve acesso o material pornográfico e divulgou o vídeo no status do WhatsApp, enquanto conversava com a adolescente. Segundo a polícia, ela afirmou que o rapaz teria divulgado as fotos.

Jovem teria divulgado vídeo íntimo em status do aplicativo (Foto: Reprodução)

Jovem teria divulgado vídeo íntimo em status do aplicativo (Foto: Reprodução)

Bebê morre em hospital no AM após médico sem registro no CRM receitar dosagem 10 vezes maior de remédio

Henzo Elias deu entrada em hospital com febre e vômito; Ministério Público investiga caso.

O Ministério Público do Amazonas (MPE-AM) está investigando a morte de um bebê de 10 meses, que morreu no domingo (8), no Hospital Público de Santo Antônio do Içá, município a 881 km de Manaus. Um médico sem registro no Conselho Regional de Medicina prescreveu para a criança uma dosagem 10 vezes maior de um medicamento para tratar alergia.

O bebê Henzo Matheus Pinto Elias chegou ao hospital de Santo Antônio do Içá com quadro de febre e vômito. O menino morreu na tarde de domingo, após passar seis dias internado na unidade. O MPE-AM investiga crimes de negligência, exercício ilegal da medicina e até crime de homicídio.

Henzo foi atendido pelo médico na unidade. Na receita assinada por ele, é recomendado o uso de dipirona e 25 miligramas de prometazina – medicamento usado para combater reações alérgicas.

À esquerda, uma cópia da receita prescrita pelo médico antes da correção da dosagem para 2,5 mg feita com caneta (direita) (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

À esquerda, uma cópia da receita prescrita pelo médico antes da correção da dosagem para 2,5 mg feita com caneta (direita) (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Depois que a medicação foi aplicada, o quadro clínico do bebê piorou. O pai do bebê, Rômulo Souza, conta que foi chamado pelo médico, que corrigiu a receita para 2,5 miligramas do medicamento.

“Meu filho já estava muito doente depois de dois dias, com essa superdosagem, essa overdose no seu corpo. Ele [médico] me chamou em particular, pediu a receita. Eu mostrei uma cópia e ele pegou uma caneta e acrescentou um ponto [entre o 2 e o 5]. Disse, ‘eu errei aqui’. Eu fiquei me perguntando, será se ele quis anular a prova?”, disse.

O menino foi transferido para o Hospital do Exército no dia 4 de julho, mas não resistiu. Na certidão de óbito da criança consta que a causa da morte foi edema cerebral e hemorragia intracraniana.

O pai do bebê prestou depoimento no Ministério Público. Um dos fatos mais graves da investigação é que o médico não tem registro no Conselho Regional de Medicina. Segundo o promotor de Justiça Carlos Firmino, tanto o médico como quem fez a contratação podem ser penalizados.

“Vai ser averiguado pelo promotor se o gestor agiu sabendo desse caso. Ele poderá ser responsabilizado também, porque é dever do gestor, do prefeito, ver se o médico que ele contrata tem as condições para atuar, que é o CRM. Jamais podem cometer esse erro. Além do mais, o Município pode sofrer uma ação de indenização por dano moral”, afirmou.

Bebê de 10 meses morreu no domingo (8), após ser atendido pelo médico (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Bebê de 10 meses morreu no domingo (8), após ser atendido pelo médico (Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Contratação ilegal

Em março deste ano, o Tribunal de Contas do Estado do Amazonas (TCE-AM) questionou a prefeitura de Santo Antônio do Içá por contratar cinco médicos sem CRM, incluindo o que atendeu Henzo, para trabalhar na cidade.

O médico tem diploma de medicina da Bolívia, mas não possui validação para atuar no Amazonas. Segundo o TCE-AM, ele não tem inscrição no Conselho Regional de Medicina ou vinculação ao “Programa Mais Médicos”, do Governo Federal.

Na ocasião, o prefeito Abrão Lasmar Magalhães informou ao TCE-AM que havia exonerado todos os médicos que não tinham registro. Agora, o Ministério Público quer saber por que a exoneração nunca aconteceu.

“Em tese pode ter acontecido o exercício irregular da medicina ou até o crime de homicídio culposo ou com dolo eventual, porque uma pessoa que não é médica, não tem CRM, e ministra erradamente fármacos e drogas, pode ocorrer o crime de homicídio com penas de até 30 anos de reclusão”, explicou o promotor.

O que diz a prefeitura

O prefeito Abraão Magalhães Lasmar informou que o médico não faz parte do quadro de funcionários desde fevereiro, em razão de não ter apresentado o registro do Conselho. Segundo o prefeito, o médico estava atuando no hospital como voluntário por 10 dias, por conta da alta demanda. A reportagem não conseguiu localizar o médico.

TVs compradas com dinheiro público foram sorteadas em festinha de fim de ano da PM

Numa festa de fim de ano na PM, os brindes sorteados entre os convidados foram comprados com dinheiro público. Uma investigação da Corregedoria da PM a que o EXTRA teve acesso revela que os R$ 6.540 usados para comprar as seis TVs de 32 polegadas, rifadas no evento, promovido em 2012 pela Diretoria de Finanças (DF), deveriam custear “gêneros de última necessidade” para a corporação.

Agora, com a conclusão do Inquérito Policial Militar (IPM), o comando da PM quer que os policiais agraciados com os televisores devolvam os aparelhos.

A investigação foi aberta em 2015, após um relatório de gestão elaborado pela própria DF apontar o “sumiço” de seis TVs, que haviam sido compradas três anos antes e deixaram de fazer parte do acervo do órgão. Os aparelhos haviam sido comprados, segundo a investigação, “com verba advinda do Banco Central”.

Pouco antes da festa, a autarquia federal solicitou a transferência de R$ 53 mil oriundos de um convênio da PM, responsável pela escolta de valores do Banco Central, com o órgão. O dinheiro seria distribuído entre diversas unidades da PM, como o Batalhão de Choque, o Grupamento Aeromóvel e a própria Diretoria de Finanças — para a qual seriam destinados R$ 6 mil.

No entanto, a verba foi usada para comprar, em 28 de novembro de 2012, seis televisões LED “destinadas à confraternização natalina”, segundo o relatório do IPM.

A Corregedoria não identificou responsáveis pela compra, mas aponta a participação de oficiais lotados na DF à época no caso: “está claro que as irregularidades não ocorreram à revelia dos seus dirigentes ou de maneira aleatória, mas por suas próprias contingências, com prévia idealização”.

Os seis policiais que ganharam as televisões no sorteio já foram identificados. Entre eles, há até praças que já passaram para a reserva.

Por decisão do comandante da PM, coronel Luis Claudio Laviano, publicada no boletim interno da corporação do último dia 5, os agentes deverão devolver os aparelhos com embalagens, manual e termo de garantia.

Se os televisores não forem devolvidos, cada um dos vencedores deverá ressarcir à PM o valor dos aparelhos, comprados por R$ 1.090 cada.

Questionada sobre eventuais punições a responsáveis pela compra e pelo sorteio, a PM respondeu que “após a criação da Controladoria Geral da PM, instituída no ano passado, a ocorrência de irregularidades como a apurada no citado IPM seria praticamente impossível”.

‘Existem gays na PM, e muitos’, diz soldado ameaçado por policiais após beijar rapaz no Metrô de SP

Leandro Prior falou com o G1 após vídeo não autorizado viralizar na internet. ‘95% das ameaças são de PMs’, diz policial militar que, abalado, se afastou da corporação para tratamento médico.

Há quase quatro anos, Leandro Prior teve de responder a um questionário para entrar na Polícia Militar (PM) de São Paulo que perguntava sua opinião a respeito do “homossexualismo”. Disse ter respondido que “não achava nada” até porque também é “homossexual”.

Aprovado, trabalha desde então no 13º Batalhão da PM, na capital paulista. Ele atua na Força Tática por meio do Programa Vizinhança Solidária na Cracolândia, área da região central de São Paulo conhecida pelo tráfico e consumo de drogas ao ar livre.

Nesse período, Prior se lembra de ter sido vítima de preconceito por conta de sua orientação sexual uma única vez diretamente e, nas outras, de forma velada. (veja entrevista no vídeo acima)

“Houve um caso onde apontaram o dedo. Foi dito que ‘com ele eu não trabalho’. Foi direto, curto e grosso. E a pessoa disse: ‘você sabe por que’. […] Os outros casos são velados, mas esse foi o único caso mais direto antes desse caso do vídeo”, conta aoG1 o PM.

“O caso do vídeo” a que se refere o soldado é o que foi feito por celular sem sua autorização. As imagens mostram o policial fardado beijando na boca outro homem, em trajes civis, no Metrô de São Paulo. Nada anormal para uma capital que todo ano tem uma das maiores paradas gays do mundo e desenvolve campanhas contra a discriminação por gênero e orientação sexual.

Mas quem filmou Prior dando um “selinho” em seu amigo não entendeu assim. Naquela ocasião, o policial havia deixado o trabalho, mas aparecia fardado dentro de um vagão da Linha 3-Vermelha do Metrô, o que chamou a atenção do desconhecido que gravou a cena.

Segundo Prior, até a corporação informa que não há regulamento que proíba manifestações de afeto fora do ambiente profissional. “Acredito que não seja proibido pelo artigo 104 da I-24 PM, onde ela permite atos de afeto fora da administração, área de administração militar”, diz o soldado de 27 anos.

O G1 entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública (SSP) para comentar o caso de Prior e aguarda retorno.

Vídeo viralizou

Além de filmar o beijo que Prior deu no rapaz para se despedir, o responsável pela gravação resolveu compartilhar o vídeo, primeiramente num grupo fechado de policiais no aplicativo de celular WhatsApp. Logo depois a filmagem viralizou, mudando a vida de Prior a partir de junho.

“Não faço ideia [de quem gravou o vídeo], mas quero saber”, diz Prior, que não percebeu a gravação e busca a punição de quem a compartilhou. “Se tivesse percebido, eu mesmo teria tirado o celular da pessoa. Estou me sentindo assim… Como é que eu posso te dizer? Ainda um pouco aéreo, um pouco baqueado porque tomou uma repercussão muito grande”.

Da esquerda para a direita: vídeo com beijo de soldado beijando homem no Metrô de SP viralizou e gerou ofensas nas redes sociais, como a do lado, postada por um policial da Rota (Foto: Arquivo/Reprodução/Redes Sociais)

Da esquerda para a direita: vídeo com beijo de soldado beijando homem no Metrô de SP viralizou e gerou ofensas nas redes sociais, como a do lado, postada por um policial da Rota (Foto: Arquivo/Reprodução/Redes Sociais)

Ameaça de morte

A cada compartilhamento nas redes sociais, Prior recebia um xingamento, uma ofensa e até ameaças de morte acompanhando o vídeo.

“Aqui não aceitamos um policial fardado em pleno Metrô beijando um homem na boca. Desgraçado, desonra para minha corporação. Esse tinha que morrer na pedrada! Canalha safado! Se alguém não gostar desse comentário, f* você também!”, é uma mensagem postada na página do Facebook de um policial militar das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), tropa de elite da PM.

Declarações como essa levaram Prior a acionar a Polícia Civil e a Polícia Militar para tomarem providências criminais e administrativas contra policiais que o estão ameaçando. Os casos são acompanhados pelo advogado de Prior, José Beraldo, membro do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro, e o ouvidor da Polícia, Benedito Domingos Mariano.

“Eu tenho diversos prints, e 90% a 95% das pessoas que fazem comentário de ódio em todas as redes sociais contra a minha pessoa e a minha vida são vindas de policiais militares”, informa Prior.

Mesmo figurando como vítima de homofobia, o soldado terá de responder a um procedimento administrativo também na corporação. Segundo a PM, a atitude de Prior no Metrô não obedeceu a regras de segurança exigidas pela corporação. Ele teria deixado o coldre da arma aberto. Sua arma foi recolhida.

 Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Tratamento médico

Alegando motivos de saúde, Prior pediu afastamento da PM para se tratar. Chegou a ser internado numa clínica psiquiátrica e vem tomando remédios contra pânico. Teria de voltar ao trabalho nesta quarta-feira (11), mas disse não ter condições de voltar as atividades ainda.

“Pela pressão, porque as pessoas não imaginam a dimensão que tomam os problemas. Era uma coisa pequena, tomou uma proporção muito grande. Você, do nada, começa a receber ameaças de todos os âmbitos. Eu acredito que, psicologicamente, ainda não esteja apto a retornar”, diz ele, que teria conseguido mais um mês de licença médica.

Na entrevista ao G1, Prior contou que teve de responder a um questionário sobre o que achava do “homossexualismo”. Segundo o ativista LGBTI Agripino Magalhães, que após o episódio passou a acompanhar o soldado e dar assessoramento a ele, o nome apropriado seria “homossexualidade”.

O “homossexualismo” alude a um período em que o termo representava o que então era considerado um distúrbio mental pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Em 1990, a OMS retirou o item da sua lista internacional de doenças.

“Recordo-me que disse que eu não achava nada [quando perguntado sobre o que achava do ‘homossexualismo’]. A condição sexual do indivíduo não iria interferir no atendimento de ocorrência da minha parte”, diz Prior. “Completei: não vejo problema algum, afinal também sou [homossexual]”.

Soldado Leandro Prior observa busto em miniatura durante entrevista (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Soldado Leandro Prior observa busto em miniatura durante entrevista (Foto: Kleber Tomaz/G1)

Gays na PM

Prior, que em novembro completará quatro anos como policial militar, diz hoje sem medo: “Sim. Existem gays na PM e muitos”.

O soldado relata a existência de oficiais e comandantes homossexuais na PM paulista.

“Existem lésbicas, existem gays, existem trans. Continuam trabalhando e devem permanecer. Não é critério de diminuição dos índices criminais a condição sexual. Como qualquer outro lugar de chefia e direção de qualquer outra empresa ou corporação.”

Segundo ele, porém, a sociedade não tem tanto conhecimento da existência de gays na PM porque eles mesmo se escondem. “Existe um enorme preconceito na Polícia Militar contra gays”, diz Prior sobre outros policiais que usam de preconceito velado dentro da corporação contra homossexuais. “Um bom exemplo são perseguições feitas por outros PMs contra subordinados.”

Prior, que diz ter entrado na PM por “vocação”, se inspirou no pai, também policial militar, mas que cortou relações com o filho pelo fato de ele ser gay.

 Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB) (Foto: Rodolfo Tiengo/G1)

O soldado também lamentou o fato de o governador de São Paulo, Márcio França (PSB), ter criticado neste mês a sua atitude de beijar um amigo no Metrô.

“Eu entendo que deu um certo constrangimento [à corporação]. A Polícia Militar tem as suas regras próprias”, chegou a falar França sobre o episódio envolvendo soldado. “Ninguém quer com isso fazer nenhum tipo de punição, mas é preciso ver que a farda, como eu disse, é uma extensão do estado, e a farda tem que ser respeitada. Eu não vejo significado em você usar coldre, farda, e ficar fazendo gestos de amor expresso em público, seja com homem ou com mulher”, completou França.

“Eu acredito que o posicionamento do governador, ele não seja este tão somente. Ele é o chefe máximo da polícia e das polícias. Eu acredito que ele tenha um coração mais humano”, disse Prior sobre a fala de França.

Vítima de homofobia

As únicas certezas que Prior tem são de que foi “vítima de homofobia, sim” e “o preconceito não está na corporação, mas na pessoa”.

“Não compensa se esconder, dê a cara a tapa. Se esconder é pior. Você vai receber ameaças se se esconder, sofrer ameaças se colocar a cara ao sol. Coloque a cara a tapa, dê a cara a tapa, enfrente, lute. Porque, se você não lutar, você já perdeu”.

Existem também PMs que estão apoiando Prior. “Muito apoio dos policiais da minha companhia, do meu batalhão. Agradeço imensamente a todos que manifestam esse apoio nas redes sociais”, diz. “Pretendo e vou continuar na Polícia Militar”.

 Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal) Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

 Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Leandro Prior começou a sofrer ofensas e ameaças em redes sociais (Foto: Arquivo Pessoal)

Casal de pastores acusados de estuprar, agredir e queimar vivos o filho e enteado diz: “somos vítimas de uma tragédia”

Depois da prisão do pastor por estuprar, agredir e queimar dois meninos vivos, uma mulher procurou a polícia para denunciar crime.

Pastor acusado de matar filho e enteado agora é indiciado por estupro, no Espírito Santo

O pastor George Alves, acusado de estuprar, agredir e matar o filho e o enteado vivos no Espírito Santo, foi indiciado por mais um estupro, nesta quarta-feira (4). A informação foi divulgada com exclusividade pela reportagem da TV Gazeta, no Jornal Hoje, desta segunda-feira (9).

Depois da prisão de George, uma mulher procurou a polícia para denunciar o crime que aconteceu em 2015. Inquérito foi encerrado e, agora, o pastor responde por mais um estupro.

A defesa diz que a perícia será contestada, que o casal é “vítima de uma tragédia” e que a acusação “usa a mídia” para criar uma “culpa inexistente”.

Veja o que se sabe sobre o incêndio que matou Kauã e Joaquim

Cronologia do caso

Os irmãos Kauã e Joaquim, de 6 e 3 anos, morreram carbonizados em um incêndio em Linhares, no dia 21 de abril. Para a polícia, George Alves, padrasto de Kauã e pai de Joaquim, foi responsável pelas mortes. Ele foi preso no dia 28 de abril.

A perícia apontou que o acusado estuprou as crianças, agrediu e colocou fogo nelas ainda vivas. Inicialmente, o pastor George Alves, que estava sozinho em casa com os meninos, disse que eles morreram em um incêndio que atingiu apenas o quarto onde as vítimas dormiam.

Na primeira entrevista à imprensa, ele chorou e disse que tentou salvar as crianças. Mas, segundo a polícia, a versão dele não estava de acordo com os fatos apurados durante as investigações.

A mãe dos meninos, a pastora Juliana Sales, também foi presa por omissão no caso da morte dos filhos. No dia do incêndio, a mãe disse que estava em um congresso em Minas Gerais com o filho mais novo do casal.

Pastora Juliana Sales Alves foi presa em Minas Gerais por omissão no caso da morte de filhos em incêndio no Espírito Santo

Segundo a decisão da Justiça, Juliana sabia dos “supostos abusos sexuais” sofridos pelos filhos e ela e o marido tinham planos de usar a morte das crianças como forma de ganhar notoriedade e ascensão religiosa.

O filho mais novo dos pastores foi entregue ao avô materno depois da prisão dos pais. Ele estava com a mãe no momento da prisão e chegou a ficar no Conselho Tutelar.

Imagens exclusivas

A reportagem da TV Gazeta também conseguiu imagens exclusivas do momento em que o incêndio que matou os irmãos aconteceu. Câmeras de segurança da rua mostram o momento do incêndio tomou conta da casa.

George estava dentro da casa sozinho com Kauã e Joaquim, quando tudo aconteceu, por volta das 2h. Segundo a polícia, George saiu do interior da casa e ficou andando na garagem e no quintal.

O pastor não gritava, não pedia socorro. Testemunhas contaram que só depois que chegaram ao local, porque viram fumaça, é que ele disse que as crianças estavam dentro da casa e precisavam de ajuda.
Populares arrombaram um portão para entrar na casa, mas não adiantou. Os bombeiros chegaram rápido, mas quando chegaram já não dava mais tempo de tirar as crianças.

TRAGÉDIA EM SÃO PAULO: Rapaz mata a namorada recém-formada em medicina e comete suicídio ao saltar do 16º andar de prédio em Campinas

Os corpos foram encontrados na manhã deste domingo no Jardim Aurélia.

Um rapaz de 28 anos matou a namorada de 27 anos na madrugada deste domingo (8). Em seguida, ele cometeu suicídio ao saltar do 16º andar de um condomínio, no Jardim Aurélia , em Campinas (SP), segundo informações da perícia da Polícia Civil.

Rafael Morais Garcia era formado em educação física e Marília Camargo Carvalho havia concluído o curso de medicina pela PUC-Campinas na sexta-feira (6).

De acordo com informações da perícia, o jovem matou a namorada por asfixia no início da madrugada. E, por volta das 6h, ele se jogou do prédio.

Ainda segundo a perícia, foram recolhidos para análise computadores, celulares, documentos e as imagens do circuito-interno do prédio, que mostram o rapaz circulando pelo elevador e corredores durante a madrugada.

Congelado vivo! Em São Paulo mãe coloca bebê em freezer logo depois de dar à luz e diz que era “carne na geladeira’

Um crime bárbaro e assustador chocou a cidade de Indaiatuba, localizada no interior de São Paulo e que fica a aproximadamente 106 km da capital paulista.

Um bebê recém-nascido foi encontrado por uma adolescente de 14 anos congelado dentro do freezer. Uma cena macabra, digna dos piores filmes de terror que deixou a adolescente que cuidava de suas irmãs desesperada; saiba mais.

De acordo com o portal de notícias online do telejornal Cidade Alerta, exibido pela TV Record, o crime foi cometido por uma mulher de 30 anos, identificada apenas como Jaiane. Ela foi presa em casa pela Polícia Civil na tarde da última segunda-feira (2).

A mulher que já é mãe de quatro filhos escondeu a última gestação de todos os seus conhecidos e familiares, ela teve o bebê em casa e em seguida colocou o menino no freezer e por lá o deixou.

O recém-nascido foi encontrado pela filha mais velha de Jaiane que foi até a casa da mãe para cuidar das irmãs mais novas para que a mãe pudesse sair de casa para comemorar o seu aniversário na companhia do namorado e dos amigos. A jovem abriu a geladeira e se deparou com um pacote de lixo no freezer quando ela abriu o embrulho de deparou com o cadáver do irmão.

Ela entrou em pânico e correu até a caso do avô que foi imediatamente para imóvel onde o corpo foi encontrado, ele saiu de lá com as netas e acionou a polícia. Quando os agentes de segurança chegaram ao local encontraram Jaiane em casa, ao ser questionada sobre o pacote que estava no congelador, ela disse que se tratava de um pedaço de carne.

Mas ao ver que não havia mais saída confessou que logo depois do parto ela colocou a criança no congelador, segundo Jaiane ela não queria mais ter filhos e que o bebê nasceu morto e por não saber o que fazer com o corpo resolveu congelar.

A polícia não acredita nesta versão, ao que tudo indica o bebê foi congelado vivo, durante todo o tempo a mulher se mostrou fria e não revelou nenhum traço de arrependimento.

Jaiane foi indiciada por ocultação de cadáver. A perícia foi acionada e o corpo da criança levado para o Instituto Médico Legal (IML) de Campinas. Somente após a análise do IML é que será possível afirmar as causas da morte da criança. O caso segue em investigação.

Bretas Manda Prender Novamente Empresário Que Gilmar Mendes (O SEM MORAL NENHUMA) Soltou. CADEIA NELE!

O dіrеtоr dа General Elеtrіс раrа a Amérіса Lаtіnа, Daurio Speranzini Junіоr, fоі рrеѕо nа Operação Rеѕѕоnânсіа, dеflаgrаdа na mаnhã dеѕtа ԛuаrtа-fеіrа (4) pela Polícia Fеdеrаl.

A investigação é um dеѕdоbrаmеntо da Oреrаçãо Fatura Exposta, que prendeu o ex-secretário dе Sаúdе dо RJ, Sérgіо Côrtеѕ em аbrіl dе 2017.

A ореrаçãо, apontou fraudes еm lісіtаçõеѕ dа Sесrеtаrіа dе Sаúdе do Rіо dе Jаnеіrо e nо Intо (Inѕtіtutо Nасіоnаl dе Traumatologia) desde 1996.

O реdіdо dе prisão соntrа Speranzini Junіоr cita fаtоѕ rеlасіоnаdоѕ ао реríоdо em ԛuе fоі dіrеtоr dа Phіlірѕ Mеdісаl no Brаѕіl, аté 2010, соmо no соmаndо da GE nо соntіnеntе. Outra grаndе multіnасіоnаl ѕоb іnvеѕtіgаçãо é a Johnson & Jоhnѕоn.

O Mіnіѕtérіо Públісо Fеdеrаl сhеgоu a реdіr busca e арrееnѕãо nа ѕеdе dа соmраnhіа nо раíѕ, mas еlа nãо fоі аutоrіzаdа pela Justiça.

Há аіndа um mandado dе prisão contra оutrо еxесutіvо dа Phіlірѕ do Brаѕіl, o gеrеntе Frеdеrіk Knudѕеn. Além da рróрrіа Phіlірѕ, еѕtãо na mira dоѕ іnvеѕtіgаdоrеѕ mаіѕ dоіѕ еxесutіvоѕ dа Dіxtаl Bіоmédіса, empresa аdԛuіrіdа реlа multinacional holandesa nо Brаѕіl.

O Ministério Público Fеdеrаl ароntа соmо o responsável por “dіѕѕеmіnаr as рrátісаѕ сrіmіnоѕаѕ” na fіrmа hоlаndеѕа o еx-ѕóсіо dа Dіxtаl Albеrt Hоlzhасkеr, tаmbém alvo dе mаndаdо de рrіѕãо.

Outro аlvо dа operação é o еmрrеѕárіо Miguel Iskin, ԛuе já havia ѕіdо рrеѕо nа Oреrаçãо Fatura Exposta, e solto еm dеzеmbrо роr decisão dо mіnіѕtrо do STF, Gilmar Mendes.

Nеѕtа ореrаçãо, ele é ароntаdо соmо um organizador do cartel de pregões internacionais na раѕtа e nо Intо dеѕdе 1996.

Sеgundо аѕ іnvеѕtіgаçõеѕ, Iѕkіn соbrаvа um “реdágіо” dе 13% ѕоbrе оѕ valores dе соntrаtоѕ раrа fоrnесіmеntо de próteses e órteses. A соmіѕѕãо соbrаdа раrа empresas іntеrnасіоnаіѕ chegava a 40%, ѕеgundо o Mіnіѕtérіо Públісо Fеdеrаl.
Fonte: Noticias ао Mіnutо

ENDIVIDADO ATÉ O TALO: Romário tem dois carros avaliados em R$ 500 mil apreendidos pela Justiça

Bens serão usados para quitar dívidas; outros três veículos não foram encontrados

RIO — A Justiça do Rio apreendeu, na terça-feira, dois carros do senador Romário (Podemos-RJ), pré-candidato ao governo do Rio. Os veículos — um Audi RS6 Avant e um Peugeot Allure — estão avaliados em cerca de R$ 500 mil, segundo a tabela Fipe. Os bens já estão penhorados e serão usados para quitar parte das dívidas de Romário.

Em apenas um dos processos a que ele responde, o débito com um dos credores está estimado em R$ 20 milhões. O débito é referente ao período em que o senador manteve o restaurante Café do Gol, na Barra da Tijuca, entre o fim dos anos 1990 e o início dos anos 2000. Procurado pelo GLOBO, o senador ainda não se manifestou.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em um condomínio na Avenida no Pepê, na orla da Barra, residência do senador quando está no Rio.

Nenhum dos carros está em nome de Romário. O Peugeot, no papel, pertence à irmã do senador, Zoraidi de Souza Faria, enquanto a proprietária formal do Audi é a mãe de Romário, Manuela Ladislau Faria. A Justiça, no entanto, entendeu que o senador usa o expediente de ocultar o próprio patrimônio em nome de familiares para evitar o pagamento de dívidas.

A Justiça ainda procura outros três carros usados pelo senador — um Porsche Macan e um Hyundai Elantra, ambos em nome da irmã, e um Range Rover registrado pela mãe. Estes veículos estão avaliados em cerca de R$ 850 mil, de acordo com a tabela Fipe, e também estão penhorados.

Quem também está sendo procurada pela Justiça é Zoraidi. Ao lado do irmão, ela é ré no processo, mas ainda não foi encontrada para ser notificada formalmente.

Recentemente, Zoraidi foi procurada em Jacarepaguá, na casa que consta como sua residência nos registros oficiais, mas não foi localizada.

Outros dois apartamentos de Romário no mesmo edifício onde os mandados foram cumpridos terça já foram leiloados para quitar débitos. Apesar de proprietário, o pré-candidato não alterou o registro dos imóveis, que ficaram durante anos em nome da construtora que efetuou a venda. À Justiça, a empreiteira informou que uma empresa cujo sócio é Romário comprara os dois apartamentos, que, então, foram a leilão.

No mês passado, O GLOBO mostrou que o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontrou indícios de lavagem de dinheiro em movimentações financeiras de Romário. Um relatório identificou que o senador usa uma conta em nome da irmã, por meio de uma procuração, para receber recursos e fazer pagamentos.

PF faz buscas no gabinete do deputado Nelson Marquezelli .Ministro do Trabalho é afastado pelo STF por fraudes em registros sindicais

PF faz buscas no gabinete do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP) e cumpre três mandados de prisão em nova fase da Operação Registro Espúrio.

O Ministro do Trabalho, Helton Yomura, foi suspenso do cargo em uma nova fase da Operação Registro Espúrio, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (5). O pedido de suspensão, feito pela PF, foi autorizado pelo ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na decisão, Yomura foi impedido de frequentar o Ministério do Trabalho e de manter contato com demais investigados ou servidores da pasta.

Na manhã desta quinta-feira, a PF também cumpriu mandados de busca e apreensão no gabinete do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP). Assim como Yomura, ele foi proibido de frequentar o ministério e de manter contato com outros investigados e servidores da pasta, exceto quando for imprescindível ao exercício do mandato de deputado.

Ministro do Trabalho e deputado do PTB são alvos da PF
A Operação Registro Espúrio investiga uma suposta organização criminosa integrada por políticos e servidores que teria cometido fraudes na concessão de registros de sindicatos pelo Ministério do Trabalho.

O G1 tenta contato com a defesa de Nelson Marquezelli e Helton Yomura. Ao todo, a PF foi às ruas para cumprir 10 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão temporária em Brasília e Rio de Janeiro.
Segundo a PF, as investigações e o material coletado nas primeiras fases da Operação Registro Espúrio indicam a participação de novos atores e apontam que cargos da estrutura do Ministério do Trabalho foram preenchidos com pessoas comprometidas com os interesses do grupo criminoso, permitindo a manutenção das ações ilícitas.

‘Testa de ferro’
De acordo com a PF, Helton Yomura foi lançado no cargo de ministro do Trabalho para dar continuidade às irregularidades investigadas na operação. A Polícia apontou que ele é um “testa de ferro” de caciques do PTB, partido que indicou os ministros do Trabalho no governo Michel Temer.

Operação Registro Espúrio
Em maio deste ano, a polícia fez buscas nos gabinetes dos deputados federais Paulinho da Força (SD-SP), Jovair Arantes (PTB-GO) e Wilson Filho (PTB-PB), cujas prisões chegaram a ser pedidas pela PF, mas o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF) não autorizou.

Polícia Federal faz buscas na Câmara em operação para apurar fraude nos registros sindicais do Ministério do Trabalho
De acordo com as investigações da Polícia Federal, os registros de entidades sindicais no ministério eram obtidos mediante pagamento de vantagens indevidas;

não era respeitada a ordem de chegada dos pedidos ao ministério;

a prioridade era dada a pedidos intermediados por políticos;

a operação apontou um “loteamento” de cargos do Ministério do Trabalho entre os partidos PTB e Solidariedade.

Na época, Wilson Filho disse, por meio de nota, não ter participação na concessão de registros sindicais no Ministério do Trabalho. Paulinho da Força afirmou que desconhece os fatos investigados. Jovair Arantes diz que se posiciona “em consonância” com nota emitida pelo PTB, segundo a qual a direção do partido “jamais participou de quaisquer negociações espúrias” (veja íntegra das notas dos deputados ao final desta reportagem).

Segundo as investigações, o “núcleo político” do suposto esquema teria como participantes, além dos deputados, o presidente do PTB, deputado cassado Roberto Jefferson; o suplente de deputado Ademir Camilo Prates Rodrigues (MDB-MG); e os senadores Dalírio Beber (PSDB-SC) e Cidinho Santos (PR-MT), atualmente licenciado do mandato.

A PF também pediu a prisão de Roberto Jefferson, mas Fachin não atendeu. Segundo o ministro, há indícios de que ele sabia do esquema, mas não que tenha se beneficiado. Segundo nota (leia a íntegra ao final desta reportagem), a direção nacional do PTB “jamais participou de quaisquer negociações espúrias no Ministério do Trabalho”.

Em São Paulo, os agentes fizeram buscas na Força Sindical e na União Geral dos Trabalhadores (UGT).
Outros alvos da operação, para os quais havia mandados de prisão expedidos, são Leonardo José Arantes e Rogério Papalardo Arantes, sobrinhos do deputado Jovair Arantes (PTB-GO).