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Estamos sozinhos no Universo? Três acadêmicos de Oxford concluem que provavelmente sim

Se existem bilhões de possibilidades de existência de outras civilizações inteligentes, por que nenhuma foi detectada? Um novo estudo procura dar essa resposta.

“Onde estão?”
Foi a pergunta que o famoso físico italiano Enrico Fermi fez a seus colegas quando trabalhava no Laboratório Nacional de Los Alamos, nos Estados Unidos, em 1950.

Fermi discutia a existência de outras civilizações inteligentes e a aparente contradição entre as estimativas que afirmam haver uma alta probabilidade de essas civilizações existirem no universo observável – e a falta de evidências delas.
Somente na Via Láctea, a estimativa mais conservadora indica a existência de cerca de 100 bilhões de estrelas, muitas rodeadas por planetas. Por que, então, ainda não temos a comprovação de vida inteligente além do nosso planeta?

Se existem bilhões de possibilidades de que haja civilizações inteligentes, por que ninguém procurou entrar em contato?
Essa disparidade, que é conhecida como o paradoxo de Fermi, foi agora reavaliada por três acadêmicos da Universidade de Oxford.

E em seu estudo, intitulado Dissipar o Paradoxo de Fermi, eles dizem que é mais provável que a humanidade “esteja sozinha no Universo”.

Equação
Os três autores do estudo são Anders Sandberg, pesquisador do Instituto Futuro da Humanidade, da Universidade de Oxford, o engenheiro Eric Drexler, que popularizou o conceito de nanotecnologia, e Tod Ord, professor de Filosofia no mesmo centro acadêmico.

O novo trabalho deles analisa uma das bases matemáticas do paradoxo de Fermi, a chamada equação de Drake, proposta pelo astrônomo Frank Drake na década de 1960.

A equação foi concebida para estimar o número de civilizações detectáveis na Via Láctea e multiplica sete variáveis.
Duas delas, por exemplo, são N, o número de civilizações na Via Láctea cujas emissões eletromagnéticas são possíveis de detectar, e fp, a fração de estrelas com sistemas planetários.
Os três estudiosos de Oxford apresentaram uma versão atualizada da equação de Drake que incorpora “uma distribuição mais realista da incerteza”.

“Sozinhos”
A equação de Drake foi usada no passado para mostrar que a quantidade de possíveis lugares onde poderia haver vida deveria produzir um grande número de civilizações.

Mas essas aplicações assumem “certeza em relação a parâmetros altamente incertos”, apontam os autores do estudo.
“Nós examinamos esses parâmetros, incorporando modelos de transições química e genéticas nos caminhos em direção à origem da vida, e mostramos que o conhecimento científico existente corresponde a incertezas que abrangem várias ordens de magnitude. Isso faz uma grande diferença”, acrescentaram Sandberg e seus colegas.

A revisão da equação com distribuições mais realistas de incerteza levou os autores a concluírem que “há uma probabilidade de 39% a 85% de que os seres humanos estejam sozinhos no Universo”.
“Encontramos uma probabilidade substancial de que não haja outra vida inteligente em nosso universo observável e, portanto, não deveria haver surpresa quando não detectamos quaisquer sinais disso,” afirmam os autores.

A maior incerteza “nos leva a concluir que existe uma probabilidade razoavelmente alta de estarmos sozinhos”, reforçam eles.
Inteligência extraterrestre
Os autores do estudo não acreditam, no entanto, que os cientistas deveriam desistir de buscar inteligência extraterretre ou SETI, da sigla em Inglês.

Recentemente, por exemplo, cientistas descobriram a existência de complexas moléculas baseadas em carbono nas águas de Enceladus, uma lua de Saturno, que podem indicar que o local é capaz de abrigar vida – algo que só será comprado após muitos anos mais de pesquisas.
“Não estamos mostrando que essa busca (por vida extraterrestre) é inútil, pelo contrário”, declarou Sandberg. “O nível de incerteza que temos de reduzir é enorme e a astrobiologia e a SETI podem desempenhar um papel importante na redução dessa incerteza de alguns parâmetros.”

Não há respostas simples para o paradoxo de Fermi.
Se apesar da baixa probabilidade, for detectada vida extraterrestre inteligente no futuro, Sandberg diz que “não devemos nos surpreender muito”.

Waze libera recurso que indica postos que ainda têm gasolina, saiba como atualizar o aplicativo

O desabastecimento dos postos fez com que o preço da gasolina sofresse uma variação de até 99,85% entre os estabelecimentos de todo o Brasil

A atualização está disponível desde a manhã desta sexta-feira. Ao aproximar-se de um posto de gasolina, o aplicativo solicita ao usuário que informe alguns dados – entre eles, há a opção “Atualize disponibilidade local de combustível”.

Além disso, é possível incluir o preço dos produtos.

O desabastecimento dos postos fez com que o preço da gasolina sofresse uma variação de até 99,85% entre os estabelecimentos de todo o Brasil, segundo levantamento feito pela ValeCard, empresa especializada em gestão de frotas.

Nos postos que ainda vendem o combustível, existem filas e os preços foram remarcados.

O Procon de Pernambuco autuou estabelecimentos que vendiam o litro da gasolina por 8,99 reais. Em Brasília, houve quem vendesse a gasolina por 9,99 reais.

Os aeroportos também estão enfrentando dificuldades.

Ao todo, 10 aeroportos administrados pela Infraero estão sem combustível. Na manhã desta sexta-feira, o querosene de aviação acabou no aeroporto de Brasília.

Último artigo de Hawking, publicado hoje, propõe nova teoria do Big Bang. Obra inédita afirma que universo é finito e menos complexo do que dizem as teses atuais!

LONDRES – A teoria final do físico Stephen Hawking sobre a origem do universo, na qual ele trabalhou em colaboração com o professor Thomas Hertog, foi publicada nesta quarta-feira no periódico “Journal of High Energy Physics”. O trabalho, enviado para publicação antes da morte de Hawking no início deste ano, é baseado na teoria das cordas e prevê que o universo é finito e muito mais simples do que dizem as várias teorias atuais sobre o Big Bang.

As teorias modernas sobre o assunto afirmam que nosso universo passou a existir uma pequena fração de segundo após uma grande explosão, e, a partir daí, ele expandiu-se rapidamente, a uma taxa exponencial. Só que muitos teóricos defendem também que, uma vez iniciada essa expansão, existem algumas partes do universo onde ela nunca para — de modo que, globalmente, ela é eterna.

Com isso, a parte observável do nosso universo seria apenas uma área na qual a expansão terminou e estrelas e galáxias se formaram.

— A teoria usual da expansão eterna prevê que, globalmente, nosso universo é como um fractal infinito, com um mosaico de diferentes “universos de bolso” — disse Hawking em uma entrevista há cerca de seis meses. — As leis locais de física e química podem diferir de um “universo de bolso” para outro, e, juntos, todos eles formariam um “multiverso”. Mas eu nunca fui muito fã dessa teoria do multiverso. Se a escala de diferentes universos no multiverso é infinita, a teoria não pode ser testada.

Stephen Hawking é conhecido como um dos maiores reponsáveis pela divulgação da ciência mundo afora – Paul Jenkings
No novo artigo, Hawking e Hertog dizem que esse relato da expansão eterna feito até agora está errado. A finitude, para eles, é uma certeza.

— Nós prevemos que o nosso universo, nas maiores escalas, é razoavelmente suave e globalmente finito. Portanto, não é uma estrutura fractal — pontuou Hawking, na ocasião.

As principais teorias de Stephen Hawking

O professor Hertog, cujo trabalho foi apoiado pelo Conselho Europeu de Pesquisa, falou pela primeira vez da nova teoria em uma conferência na Universidade de Cambridge, em julho do ano passado, organizada por ocasião do 75º aniversário de Stephen Hawking. Segundo ele, a teoria da expansão eterna, que supostamente se baseia na teoria da relatividade geral elaborada por Albert Einstein, acaba por contradizer as próprias ideias do físico alemão.

— O problema com a noção atual de expansão eterna é que ela supõe um universo que evolui de acordo com a teoria da relatividade geral de Einstein e trata os efeitos quânticos como pequenas flutuações em torno disso — explicou Hertog. — No entanto, a dinâmica da expansão eterna acaba com a separação entre a física clássica e a física quântica. Como consequência, a teoria de Einstein se desfaz.

O QUE DIZ A NOVA TEORIA?

A nova teoria cosmológica proposta por Hawking e Hertog se baseia na teoria das cordas, um ramo da física teórica que tenta reconciliar a gravidade e a relatividade geral com a física quântica, descrevendo os constituintes fundamentais do universo como “pequenas cordas vibrantes”. A ideia é que o universo é um holograma grande e complexo: a realidade física em certos espaços 3D pode ser matematicamente reduzida a projeções 2D em uma superfície.

Hawking e Hertog desenvolveram uma variação desse conceito de holografia para projetar a dimensão do tempo na expansão eterna. Isso permitiu que eles descrevessem essa expansão eterna sem ter que confiar na teoria de Einstein. Na nova teoria, a “expansão eterna” é reduzida a um estado atemporal definido em uma superfície espacial no início dos tempos.

— Quando traçamos a evolução do nosso universo de trás para frente no tempo, chegamos ao limiar da expansão eterna, na qual nossa noção familiar de tempo deixa de ter algum significado — disse Hertog.

A “teoria da fronteira” anterior de Hawking previa que, se você voltar no tempo para o começo do universo, o universo se encolheria e se fecharia como uma esfera, mas essa nova teoria representa um passo à frente do trabalho anterior.

— Agora estamos dizendo que há um limite de tempo em nosso passado — disse Hertog.

Os dois estudiosos usaram sua nova teoria para obter previsões mais confiáveis sobre a estrutura global do universo. Eles previram que o universo que emerge da expansão eterna é finito e muito mais simples do que a estrutura fractal infinita prevista pela antiga teoria de expansão.

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Seus resultados, se confirmados por outros trabalhos, teriam implicações de longo alcance para o paradigma do multiverso.

— Nossas descobertas implicam uma redução significativa do multiverso, para uma faixa muito menor de universos possíveis — disse Hawking.

Nasa divulga primeira imagem feita pelo seu novo ‘caçador de planetas’. Tess já capturou mais de 200 mil estrelas apinhadas no plano da Via Láctea

A Nasa divulgou nesta sexta-feira a primeira imagem feita pelo seu novo observatório espacial “caçador de planetas”, lançado há um mês. Na foto capturada por apenas uma das quatro câmeras do equipamento, batizado Tess (sigla em inglês para “satélite de levantamento de exoplanetas em trânsito”) aparecem mais de 200 mil estrelas apinhadas na direção da constelação do Centauro, próxima ao plano central da Via Láctea.

O Tess fez a imagem, numa exposição de dois segundos, enquanto completava seu bem-sucedido sobrevoo da Lua nesta quinta-feira. Ao passar a apenas cerca de 8 mil quilômetros da superfície do satélite, a nave usou a gravidade da Lua para redirecionar sua rota rumo à órbita final em que ficará para suas operações científicas. Para tanto, porém, ela ainda vai precisar realizar um último acionamento de seu foguete no próximo dia 30.

Nesta órbita altamente elíptica e inclinada num ângulo de cerca de 40 graus relativo à órbita da Lua, o Tess vai variar de uma distância próxima à de nosso satélite a pouco mais de um quarto dela num período de 13,7 dias.

Inédita na história da exploração espacial, a órbita visa otimizar as observações, de forma que o equipamento possa cobrir uma área cerca de 400 vezes a desta primeira imagem ao longo dos dois anos previstos de sua missão principal.

O Tess segue os passos do bem-sucedido observatório espacial Kepler, cuja missão está se encerrando à medida que o equipamento vai ficando sem combustível.

O novo telescópio espacial da Nasa vai “caçar” planetas em torno de algumas das estrelas mais brilhantes e próximas de nosso Sistema Solar, em mais um passo na saga pela apelidada “Terra 2”, um hipotético exoplaneta com dimensões e características parecidas como as do nosso que orbite uma estrela também similar ao Sol a uma distância equivalente à nossa, o que faria dele o mais provável de desenvolver ou sustentar a vida como conhecemos.

Os cientistas esperam que o Tess detecte mais de 1,6 mil exoplanetas na órbita das estrelas em seu foco usando o mesmo método, conhecido como “de trânsito”, do Kepler, medindo diminuições ínfimas em no brilho das estrelas provocadas pelos chamados “trânsitos planetários”, que acontecem quando os planetas passam “em frente” delas de nosso ponto de vista.

Destes, aproximadamente 500 não deverão ter mais que duas vezes o diâmetro do nosso planeta, dos quais cerca de 50 também deverão estar na chamada “zona habitável”, região na órbita das suas respectivas estrelas em que não ficariam nem longe nem perto demais de forma que sua temperatura possibilite a existência de água em estado líquido na sua superfície, condição considerada necessária para desenvolver ou abrigar vida como conhecemos.

AGORA CHEGOU A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL PRA VALER! Google e JBL anunciam Link Bar, soundbar com Android TV e assistente de voz

Aparelho híbrido entende comandos de voz e funciona tanto como media center quanto sistema de som

nk Bar, anunciado pela Google e JBL nesta segunda-feira (7), é o primeiro soundbar equipado com Google Assistente e Android TV em um único pacote. O modelo busca ser uma opção de central de mídia mais inteligente para a casa, combinando funções de aparelhos como o Xiaomi Mi Box com a caixa de som Google Home.

Apresentado um dia antes do evento Google I/O, o dispositivo não tem preço nem data de lançamento definidos. A previsão é de que as vendas iniciem apenas no fim de 2018.

Link Bar traz misto de media center com sistema de som (Foto: Divulgação/Google)

Link Bar traz misto de media center com sistema de som (Foto: Divulgação/Google)

Usuários podem dizer a frase “Hey, Google” para ativar o reconhecimento de voz e solicitar a reprodução de um determinado vídeo no YouTube, Netflix ou outro aplicativo instalado. Além disso, é possível fazer perguntas para o assistente virtual enquanto você assiste a filmes na TV sem interromper a reprodução.

A função representa um passo a mais em relação ao que é oferecido no Android TV convencional. Atualmente, o software requer um controle remoto com microfone para aceitar comando de voz, e os recursos disponíveis são mais limitados. O sistema do Google para TV, vale lembrar, não traz o Google Assistente embutido como ocorre na versão para celulares.Link Bar, da JBL, é a primeira soundbar com Android TV e Google Assistente (Foto: Divulgação/Google)

Link Bar, da JBL, é a primeira soundbar com Android TV e Google Assistente (Foto: Divulgação/Google)

Outra vantagem do Link Bar é sua utilidade dupla: ele pode exibir vídeos na televisão e funcionar sozinho, sem monitor, como uma caixa de som convencional. O aparelho poderá executar funções que, até então, necessitavam de mais de um dispositivo, como um Google Home e um Chromecast conectados à mesma rede Wi-Fi.

OPORTUNIDADE: Receita Federal promove leilão com lotes de iPhone, MacBook e GoPro

Leilão online tem eletrônicos mais baratos; produtos devem ser retirados pessoalmente no Rio de Janeiro

Receita Federal leiloa uma série de produtos apreendidos no Aeroporto Internacional Galeão – Antônio Carlos Jobim, no Rio de Janeiro.

Os lotes contam com equipamentos eletrônicos, como celulares e câmeras de ação. Os trâmites começam a partir de segunda-feira (23) e seguem até dia 3 de maio, quando está previsto para acontecer o pregão.

A maioria dos lotes é destinada a pessoas jurídicas, mas é possível encontrar alternativas voltadas para o consumidor final.

Há, inclusive, uma opção que traz a câmera GoPro Hero 4 Silver e um iPhone 6 Plus, com o lance mínimo de R$ 800 – para fins de comparação, o preço oficial dos dois aparelhos juntos sai por volta de R$ 3 mil.

Entenda como funciona o leilão da Receita Federal para eletrônicos

Como funciona o leilão?
Estão disponíveis 41 lotes e o pregão é feito de forma online. Em primeiro lugar, os participantes dão sugestões de valor por cada lote. Só passa para a próxima fase o consumidor que der um lance até 10% menor do que a melhor proposta.

Após concluir a etapa online, os produtos devem ser retirados no próprio Aeroporto Galeão ou no depósito dos Correios, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Um lote voltado para pessoa jurídica, contendo um MacBook de 12 polegadas, um Mac mini, um smartwatch, além de quatro iPhones e uma GoPro Hero 4 Silver traz o lance mínimo de R$ 30 mil. É importante citar que só o notebook da Apple custa mais de R$ 10 mil no Brasil.

Testamos o iPhone 6 Plus – Review

Vale reforçar que a Receita Federal não se responsabiliza pelo frete. O próprio participante deve ir até o local para retirar os aparelhos. Também não há qualquer tipo de garantia em relação aos possíveis defeitos de funcionamento.

Os leilões da Receita Federal são uma oportunidade para quem deseja pagar mais barato em eletrônicos. No entanto, eles podem afastar as pessoas por conta da burocracia. É preciso ter um certificado digital, além de passar por algumas etapas até conseguir pegar os produtos arrematados.

Nasce o rim biônico para dizer adeus à máquina de hemodiálise!

Cientistas dos Estados Unidos estão preparando um rim artificial para implantar em doentes renais. Ele funcionará segundo a pulsação do coração dos pacientes e os liberará das máquinas de hemodiálise.

O rim biônico está prestes a entrar na fase de teste humano. Ele combinará elementos eletrônicos e orgânicos e terá um tamanho similar aos órgãos cuja função assumirá. Este avanço significará uma grande melhoria na qualidade de vida para as pessoas que dependem do dispositivo de hemodiálise externo para sobreviver.

Na hemodiálise, o sangue do paciente flui através de um filtro que remove resíduos prejudiciais, minerais e líquidos desnecessários. Desta forma, o sangue é retornado ao corpo do paciente, ajudando a controlar a pressão arterial e mantendo o equilíbrio adequado das substâncias químicas, como o potássio e o sódio.

O rim artificial está sendo desenvolvido por um grupo de universidades americanas sob o nome de “Projeto do Rim” (https://pharm.ucsf.edu/kidney) e será capaz de filtrar o sangue da pessoa com insuficiência renal continuamente, sem a necessidade de visitas ao hospital para sessões de 3 a 5 horas, como ocorre atualmente.

O novo rim artificial oferecerá uma nova esperança às pessoas cujos rins já não podem atender às necessidades do corpo e que estão à espera de um transplante. “Estamos criando um dispositivo bio-híbrido que pode imitar o rim e é capaz de eliminar resíduos suficientes sem que o paciente precise fazer a hemodiálise”, disse o Dr. William H. Fissell, nefrologista e professor da Universidade Vanderbilt (www.vanderbilt.edu) em Nashville (EUA).

O rim será implantado cirurgicamente e possuirá um microchip de silício que funcionará como um filtro, bem como células de rim vivas que, de acordo com o Dr. Fissell, “funcionarão sob o impulso do coração do paciente, filtrando a corrente sanguínea que passa por ele”.

“A chave para este dispositivo é o microchip, que utiliza os mesmos processos de nanotecnologia de silício, que foram desenvolvidos pela indústria de microeletrônica para computadores e equipamentos informáticos”, afirma o nefrologista. Ele será composto de componentes biológicos e tecnológicos e seu tamanho será semelhante ao de uma pequena lata de refrigerante.

De acordo com seus criadores, este dispositivo está fora do alcance da resposta imune; isto é, das defesas do próprio organismo, afirmando que o corpo não o rejeitará. Fissell ressalta que há uma longa lista de pessoas em diálise que estão ansiosas para participar do primeiro teste, que podem começar em breve e ser completado até 2020.

Máscara inteligente Luuna identifica seu humor e ajuda a dormir melhor. Sucesso de vendas monitora atividade do cérebro e conta com inteligência artificial

una é uma máscara inteligente que tem a proposta de ajudar o usuário a dormir melhor. O acessório traz embutido um eletroencefalograma (EEG) que, além de monitorar a qualidade do sono, consegue identificar o humor ao entrar em contato com a cabeça. Com isso, ela é capaz de adaptar uma música de ninar com a promessa de fazer a pessoa descansar com mais facilidade.

A máscara smart superou a meta de financiamento coletivo no Kickstarter. O dispositivo tem preço a partir de US$ 130 – em torno de R$ 442, sem o valor dos impostos. A fabricante envia para o Brasil sem custo de frete, com a entrega prevista para começar a partir de junho.

Kickstarter e Indiegogo : entenda o que são os sites de financiamento coletivo

Kickstarter e Indiegogo : entenda o que são os sites de financiamento coletivo

A Luuna traz um diferencial curioso: ela quer entender o estado emocional do usuário. Para isso, o aparelho inteligente conta com um EEG, sensor capaz de registrar as atividades elétricas do cérebro. O dispositivo é conectado a um smartphone e, com a ajuda de um chip de inteligência artificial, consegue interpretar o humor da pessoa modificando as canções para dormir.

As mudanças são feitas de forma automática e o app também consegue abaixar o volume do áudio conforme a máscara identifica que o usuário está ficando relaxado. Além das “músicas do cérebro”, o aplicativo permite selecionar as próprias faixas e também conta com sons da natureza, como barulho de chuva ou mar.

Luuna traz EEG e muda música conforme atividade cerebral (Foto: Divulgação/Kickstarter)

Luuna traz EEG e muda música conforme atividade cerebral (Foto: Divulgação/Kickstarter)

A máscara se conecta ao smartphone por Bluetooth e traz bateria com 80 horas de duração. Ela permite ser lavada: basta apenas retirar o EEG antes de entrar em contato com a água. De acordo com a fabricante, a Luuna não impede que o celular seja conectado a uma caixinha Wireless ao mesmo tempo em que está pareado com a máscara. 

Luuna traz 80 horas de bateria (Foto: Divulgação/Kickstarter)

Luuna traz 80 horas de bateria (Foto: Divulgação/Kickstarter)

A dificuldade de dormir é um problema real para muitas pessoas e tem inspirado invenções que tentam melhorar a qualidade do sono. Desde 2015, uma série de dispositivos do tipo foram em busca de levantar dinheiro por crowdfunding – desde aquelas que amenizam o ronco até as que emitem vibrações.

Via Kickstarter

App grátis descobre senha do Wi-Fi mais perto de você. Instabridge informa caminho para pontos de acesso públicos com senhas conhecidas.

Instabridge é um aplicativo com um banco de dados que tem mais de 900 mil redes Wi-Fi grátis acessíveis em um mapa pelo celular. O serviço permite usar redes abertas ou descobrir a senha da internet em locais públicos, como restaurantes, cafés e praças. É possível localizar os pontos de acesso em uma lista de estabelecimentos próximos ou clicando em pontos diretamente no mapa da região.

O TechTudo ensina como encontrar redes Wi-Fi pelo mapa do aplicativo no seu smartphone Android ou iPhone (iOS). A função é útil para economizar o pacote de dados 3G ou 4G, ou em caso de viagens, e ainda disponibiliza as informações offline. Confira o tutorial nos passos a seguir.

Instabridge exibe pontos de acesso Wi-Fi no mapa (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo)

Instabridge exibe pontos de acesso Wi-Fi no mapa (Foto: Bruno De Blasi/TechTudo)

Os criadores do Instabridge garantem que o procedimento não infringe nenhuma lei. Eles esclarecem que o aplicativo “não irá hackear nem mudar a senha de nenhum Wi-Fi” e também afirmam que o usuário “será conectado legalmente a senhas públicas e compartilhadas”.

Passo 1. Abra o Instabridge no celular e selecione a aba “Mapa” no menu inferior para abrir a localização dos pontos de acesso Wi-Fi presentes em estabelecimentos ao redor.

Acesse a visualização de mapa do Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Acesse a visualização de mapa do Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Veja informações detalhadas de redes Wi-Fi próximas (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Veja informações detalhadas de redes Wi-Fi próximas (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Passo 3. Na aba central (com ícone de gráfico), o Instabridge informa o resultado do último teste de velocidade realizado na rede, com taxas de download e upload. Abaixo, o app mostra para quais atividades o Wi-Fi poderá ser usado. A gradação vai de envio de textos e áudios até a reprodução de vídeos em baixa qualidade ou HD. Um Wi-Fi com menos de 5 Mb/s de velocidade, por exemplo, permite assistir a vídeos com qualidade mediana.

Acesse as estatísticas da rede no Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Acesse as estatísticas da rede no Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Passo 4. Passe para aba de localização e pressione o botão mais abaixo para criar uma rota até o local que oferece acesso ao Wi-Fi. Ao se aproximar do alcance do sinal, o Instabridge mostrará um botão de conexão na visualização de mapa. Toque para conectar.

Entre no alcance da rede para se conectar via Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Entre no alcance da rede para se conectar via Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Passo 5. O aplicativo indica quando o processo foi bem-sucedido e mostra a mensagem “Você está conectado” no rodapé.

Confirme o estabelecimento da conexão via Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

Confirme o estabelecimento da conexão via Instabridge (Foto: Reprodução/Paulo Alves)

ATENÇÃO PAIS E MÃES: O que é Yubo? App de relacionamento usado por crianças, nada de mais perigoso foi criado no mundo até hoje!

Yubo, antigo Yellow, permite que crianças e adolescentes a partir de 13 anos se cadastrem na rede social

licativo Yubo vem causando polêmica em diversas partes de mundo, inclusive no Brasil. O app, que está sendo chamado em diversos sites de “Tinder para crianças”, tem como slogan “make new friends” (faça novos amigos, em português). Disponível para celularAndroid e iPhone (iOS), o Yubo funciona exatamente como o Tinder, aplicativo de relacionamento voltado para jovens e adultos.

Ou seja, o usuário curte ou não os perfis de pessoas que estão em localidades próximas. Se a pessoa que você gostou também der um “like”, vocês combinam e viram “amigos”. Uma das postagens que está sendo compartilhada sobre o assunto diz que “Nada no planeta vai ser mais perigoso que esse app [para crianças]”. Entenda a seguir a polêmica e os possíveis riscos do aplicativo. 

As três abas do Yubo, na conta teste feita para a matéria (Foto: Reprodução/Clara Barreto)

As três abas do Yubo, na conta teste feita para a matéria (Foto: Reprodução/Clara Barreto)

O Yubo se descreve como voltado para crianças e adolescentes maiores de 13 anos — idade que não é aceita no Tinder. Segundo as regras da empresa por trás do aplicativo, usuários entre 13 e 17 anos ficam em um grupo à parte dos adultos, e precisam confirmar que têm a permissão de um responsável para usar a rede social. Porém, em testes feitos ao escrever esta matéria, nenhuma mensagem de aviso foi exibida ao se inscrever como menor de idade e, de forma bem rápida, conseguimos acessar o aplicativo.

A única parte em que há alguns alertas mais destacados é nos termos de uso, que aparecem ao final do cadastro. No entanto, tudo está inglês, assim como o resto do aplicativo. Além disso, o Yubo permite adicionar os amigos no Snapchat, fazer streaming, enviar fotos, vídeos, etc.

Termos de uso do Yubo (Foto: Reprodução/Clara Barreto)

Por motivos como estes, pais e autoridades questionam a segurança do aplicativo com medo de que qualquer pessoa com más intenções (como pedófilos, por exemplo) possa se passar por adolescente e causar algum mal aos usuários menores de idade. Uma escola de Cornwall, na Inglaterra, enviou um e-mail para os responsáveis alertando-os da grande quantidade de alunos inscritos no app, que poderia ser usado por “criminosos sexuais para atingir jovens”. Em diversas outras partes do Reino Unido, a polícia e a NSPCC (Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças) advertiram sobre a segurança das crianças que usam o Yubo.

Nos Estados Unidos, a polícia da cidade de Lenexa, no Kansas, fez uma postagem em seu Facebook, no ano passado, alertando sobre os perigos propiciados pelo aplicativo (que, à época, ainda se chamada Yellow): “O Yellow usa tecnologia de localização para encontrar outros usuários nas proximidades, portanto, qualquer pessoa que deseje se inscrever deve ativar sua localização no dispositivo. Isso traz riscos óbvios para jovens que compartilham sua localização online”.

Parte da postagem da polícia de Lenexa, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/Facebook Lenexa Police Department)

Parte da postagem da polícia de Lenexa, nos Estados Unidos (Foto: Reprodução/Facebook Lenexa Police Department) 

No Brasil, as postagens vêm sendo compartilhadas por pais que descobriram recentemente a rede social. Uma delas diz: “Tem filh@ com celular? Vai lá e checa se ele tem o Yubo instalado (antigo Yellow). Nada no planeta vai ser mais perigoso que esse App. Aliciadores, pedófilos, redes criminosas, traficantes, golpistas…”.

Com tantas preocupações levantadas, o Yubo se juntou recentemente ao esquema de mídia “eSafety Commissioner’s Tier 1”, da Austrália, que tem como objetivo resolver questões de ciberbullying e coibi-las no país. A parceria permite que, caso a empresa não atue dentro de 48 horas em casos de bullying, o eSafety Commissioner (Comissário de Segurança Eletrônica) tenha liberdade para atuar no caso e remover os conteúdos que atingirem as crianças. Além do Yubo, a plataforma social e de jogos Roblox também entrou na parceria.

Controle parental

Seja no Yubo ou em qualquer rede social ou aplicativo que envolva conhecer outras pessoas (como jogos, por exemplo), é importante que os pais controlem a atividade de seus filhos crianças e adolescentes na Internet.. Isso pode ser feito de várias maneiras.

O site do Yubo possui um guia para pais e responsáveis, em que explica como o aplicativo funciona e como reportar qualquer mensagem ou usuário estranho. A rede social ainda ensina um passo a passo de como o responsável deve proceder com seus filhos: conversar sobre o porquê de gostarem do Yubo e de outros sites e aplicativos; encorajar a ser tão respeitoso no virtual quanto na vida real; e tranquilizar, dizendo que não estão sozinhos e que podem contar com seus pais caso estejam preocupados com algo.

Parte do Guia para Pais do Yubo (Foto: Reprodução/Yubo Parents Guide)

Parte do Guia para Pais do Yubo (Foto: Reprodução/Yubo Parents Guide)

Parte do guia para os usuários entre 13-17 anos (Foto: Reprodução/Yubo Teens Guide)

Parte do guia para os usuários entre 13-17 anos (Foto: Reprodução/Yubo Teens Guide)

Existem outras maneiras de proteger os menores quando usarem a Internet, como com a plataforma Kaspersky Safe Kids e os aplicativos Kids Zone, Kids Place, Pumpic e Kid’s Shell. Esses programas permitem que os pais definam o que a criança pode acessar pelo computador ou celular, restringindo diversos conteúdos e/ou sendo alertados do envio de imagens, vídeos, etc. Além disso, diversos serviços possuem controle parental próprio, como a Netflix, o Windows 10, o PlayStation (3 e 4), o YouTube Kids, entre outros.