Esse é Marcos Coimbra: dono do Vox Populi é investigado pela PF e colunista da Carta Capital

Compartilhe essa notícia!

Se você não ligou o nome à pessoa, Marcos é colunista da Carta Capital, revista acusada na Lava Jato de receber mais de R$ 8 milhões da Odebrecht para favorecer Lula junto à opinião pública, conforme reportado pelo O Antagonista.

O instituto Vox Populi foi alvo de busca e apreensão na sexta fase da Operação Acrônimo, acusado de intermediar repasses da empreiteira JHSF para a campanha do petista Fernando Pimentel ao governo de Minas Gerais, segundo informações da Band.


Marcos Coimbra também está no radar da Lava Jato, acusado de ter recebido clandestinamente R$ 10 milhões da Andrade Gutierrez S.A. para comprar “pesquisas” para a campanha de Dilma Rousseff, como pode ser conferido na Veja.

De acordo com as palavras do jornalista Felipe Moura Brasil, em matéria de agosto de 2016, atualizada em fevereiro de 2017:

Curiosamente, nesta terça, 16 de agosto, o Vox Populi foi um dos alvos da 6ª fase da Operação Acrônimo, deflagrada pela Polícia Federal, que investiga o esquema de tráfico de influência para liberação de empréstimos do BNDES.

De acordo com a PF, os recursos do banco público para uma obra de construção do aeroporto Catarina, em São Roque, na Região Metropolitana de Sorocaba, foram liberados mediante pagamento de campanha pela empreiteira JHFS para Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais.

A instituição encarregada de receber o pagamento em lugar do petista foi justamente o Vox Populi, segundo as investigações turbinadas pelo acordo de delação premiada fechado com o empresário Benedito Oliveira Neto, o Bené, apontado como operador de Pimentel e responsável por essas transações financeiras.

A Lava Jato já havia descoberto que a empreiteira Andrade Gutierrez pagou R$ 15 milhões para o Vox Populi fazer pesquisas para a campanha de Dilma – os “trackings” regulares comprados pelo PT para uso interno. Na contabilidade oficial, no entanto, o instituto recebeu apenas R$ 1,4 milhão.

É esse cidadão – sociólogo, militante, historicamente comprometido com uma identidade político-partidária, dono de um “instituto de pesquisa” investigado pela Polícia Federal – que hoje utiliza sua empresa para divulgar uma “pesquisa eleitoral” que coloca Fernando Haddad (PT) na frente de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial.

A pesquisa está sendo amplamente difundida na manhã desta quinta-feira (13) por sites como DCM Online, Brasil 247 e Carta Capital.

“E o nome que se dá a isso, você já ouviu certamente outras vezes: manipulação de massa”, conforme a publicação da Spotniks, da qual esta matéria foi adaptada.

online:

Participe dos debates no grupo!

Compartilhe essa notícia!